Pronto Socorro Municipal de Santarém
Divulgação: Agência Santarém
Uma médica foi agredida pela filha de um paciente dentro do Pronto-Socorro Municipal (PSM) de Santarém, no oeste do Pará, nesta quarta-feira (15). A suspeita, identificada como Miquele Almeida da Conceição, foi conduzida à delegacia, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal. Após assumir o compromisso de comparecer ao Juizado Especial Criminal, ela foi liberada.
✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp
Além da médica, uma bombeira civil também teria sido agredida. As duas vítimas representaram criminalmente contra a suspeita.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil, a médica Yuka Gomes Nishikawa, que atuava como plantonista no PSM, relatou que a confusão começou enquanto o pai da suspeita era atendido na unidade de saúde.
Segundo o depoimento da profissional, Miquele Almeida da Conceição caminhava pelo corredor gritando e segurando a maca onde o pai estava. Em seguida, ela teria se jogado no chão. Ao tentar prestar socorro, a médica afirma que foi surpreendida com socos e chutes desferidos pela mulher.
Ainda conforme o relato, um dos chutes atingiu a região pélvica da médica, que informou sofrer de endometriose e passou a sentir fortes dores abdominais após a agressão.
Depois do primeiro episódio, a médica contou à polícia que se dirigiu à sala de reanimação, conhecida como sala vermelha, onde o paciente seguia em atendimento. Pouco tempo depois, a acompanhante teria tentado invadir o local, desferindo socos e chutes contra a porta da unidade, enquanto gritava de forma descontrolada.
Agora no g1
Diante do ocorrido, a coordenação do hospital acionou a Polícia Militar, que esteve no local para controlar a situação.
As duas vítimas formalizaram representação criminal contra a suspeita, e foi solicitado exame de corpo de delito para comprovar as lesões sofridas.
Após a ocorrência, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal contra Miquele Almeida da Conceição. Ela assinou um termo de compromisso para comparecer ao Juizado Especial Criminal e foi colocada em liberdade.
O caso segue sendo apurado pela Polícia Civil, sob a presidência do delegado Rennan Vianna Santos.
O advogado de Miquele Almeida da Conceição, Wemerson Almeida, informou que a defesa aguardará a intimação da cliente para se manifestar no processo. "Vamos aguardar o processo. Quando ela for intimada, vamos fazer a defesa dela", afirmou.
O Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) divulgou nota de repúdio à agressão. A entidade informou que acompanha o caso, presta assistência jurídica à médica e cobra rigor na apuração dos fatos. O sindicato também afirmou que profissionais de saúde não podem ser responsabilizados por problemas estruturais da rede pública e defendeu que os gestores garantam segurança e condições adequadas de trabalho nas unidades de saúde.





