Caso de mulher que relatou ter sido obrigada a tatuar iniciais de empresário é desarquivado Reprodução/ TV Globo
A Justiça de São Paulo condenou, em primeira instância, o empresário Thiago Antônio Brennand Tavares da Silva Fernandes Vieira a 31 anos, 5 meses e 24 dias de reclusão, além de 3 anos, 2 meses e 6 dias de detenção, por crimes praticados contra uma ex-companheira que relatou agressões e disse ter sido obrigada a tatuar as iniciais.
Após a reportagem e diante de um requerimento do Ministério Público, foi atendido o desarquivamento do caso em setembro de 2022.
Na ação penal, o Ministério Público denunciou Brennand por registro não autorizado de ato sexual íntimo, vias de fato, constrangimento ilegal, ameaça, cárcere privado, estupro, tortura, coação no curso do processo e divulgação de cena de estupro. O processo também teve como réu Tony Gomes da Silva, acusado em parte dos fatos.
Thiago Brennand: antes e depois de ter sido preso pela primeira vez, em 2023.
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Após a instrução, durante a qual foram ouvidas a vítima, 30 testemunhas e os réus, o juiz julgou a ação parcialmente procedente.
Brennand foi condenado pelos crimes de registro não autorizado de ato sexual íntimo, constrangimento ilegal em parte dos fatos, dois crimes de estupro, lesão corporal, coação no curso do processo e um crime de divulgação de cena de estupro.
Na sentença, o juiz também reproduz o relato da vítima de que ela foi obrigada a fazer uma tatuagem com as iniciais de Brennand.
Segundo o depoimento, ela encontrou um tatuador à sua espera na residência do empresário, recusou o procedimento reiteradas vezes, mas acabou se submetendo por estar amedrontada.





