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PF indicia pai, duas filhas e mais 25 pessoas por esquema milionário de tráfico de drogas em Uberlândia

Pai e filhas são investigados por tráfico internacional e lavagem de dinheiro
A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação 'Mens Occulta' e indiciou 28 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro.

De acordo com o relatório final, o grupo tinha base em Uberlândia e era liderado por Mario Sergio Nunes, conhecido como "Serjão do PCC". As filhas dele, Brenda Silva Nunes e Bruna Silva Nunes, também foram indiciadas.
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Segundo a PF, os investigados foram divididos em três núcleos: o familiar, formado por pai e filhas; o responsável pela logística do tráfico; e o financeiro, voltado para a lavagem de dinheiro da organização.
A investigação começou após a apreensão de 312 quilos de cocaína no Triângulo Mineiro, em setembro de 2024, segundo a PF. Durante as apurações, os policiais relacionaram o grupo a pelo menos dez carregamentos de drogas interceptados em diferentes estados. As cargas eram transportadas em caminhões com compartimentos escondidos e somavam toneladas de cocaína.
Conforme o relatório, a organização atuava de forma "estruturada, estável e permanente". Ainda segundo a PF, havia divisão de tarefas entre os integrantes e uso de empresas, familiares e terceiros para esconder bens e recursos.
Núcleo familiar comandava esquema, diz PF
Segundo o inquérito, Mario Sergio chefiava a organização criminosa. Ele seria responsável por coordenar a logística do tráfico de cocaína em larga escala e administrar o patrimônio supostamente adquirido com dinheiro ilícito.
Ele foi indiciado por tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As filhas também foram indiciadas por integrar organização criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com a PF, Brenda auxiliava no controle de contas usadas pelo grupo, cuidava de assuntos financeiros ligados ao pai e participava da ocultação de patrimônio.
Já Bruna Silva Nunes é apontada como responsável por permitir a movimentação de recursos por meio de suas contas bancárias e por atuar na administração financeira de valores atribuídos ao grupo criminoso.
Para os investigadores, as duas tinham participação ativa na manutenção da estrutura financeira da organização e não atuavam apenas como familiares dos investigados.
Procurada pelo g1, a defesa da família Nunes, representada pelo advogado José Carlos de Oliveira Campos, informou que aguarda acesso aos autos para se manifestar. Leia a íntegra da nota ao final da reportagem.
Entendo como funcionava o esquema da família investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Uberlândia
g1
PF aponta movimentações incompatíveis e patrimônio milionário
A investigação identificou movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos integrantes do núcleo familiar.
Segundo a PF, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram cerca de R$ 79 milhões em movimentações ligadas a Mario Sergio Nunes.
Os investigadores também identificaram imóveis urbanos e rurais, veículos de luxo, empresas e outros bens registrados em nome de terceiros, familiares e pessoas ligadas ao grupo.
No caso de Brenda, a PF afirmou que ela não tinha vínculo formal de trabalho desde 2018, mas mantinha um padrão de vida considerado incompatível com a renda declarada. Entre os bens citados pelos investigadores estão ranchos, embarcações, cavalos de raça, motor home e veículos de alto valor.
Apreensões durante a operação Mens Occulta da PF Uberlândia
Ex-genro também foi indiciado
Entre os indiciados está Rhanniery Nunes Graciano, ex-companheiro de Brenda e ex-genro de Mario Sergio Nunes. Segundo a PF, ele integrava o núcleo financeiro e patrimonial da organização criminosa e foi indiciado por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, Rhanniery teria atuado como "laranja" do grupo ao emprestar o próprio nome para ocultar bens ligados a Mario Sergio. A PF aponta que um caminhão de alto valor utilizado pela organização estava registrado formalmente em nome dele. Em depoimento, Rhanniery admitiu que o veículo pertencia ao então sogro e que apenas retirou o caminhão em Campo Grande (MS).
O relatório também pontuou que o investigado disponibilizava contas bancárias para movimentações financeiras do grupo.

Uberlândia/MG, 15 de julho de 2026.

Sergio Luiz da Silva OAB/MG 174.367 "
Mario Sergio Nunes preso operação "Mens Occulta" Uberlândia
Redes Sociais/Reprodução
Brenda Nunes foi indiciada junto ao pai, a irmã e o ex-namorado Reprodução/Redes Sociais
frota família tráfico uberlândia mens occulta
PF/Divulgação
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