Escritórios de advocacia e consultorias jurídicas são alvos de uma operação do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira/SP) contra um esquema bilionário de sonegação de impostos. Ao todo, 38 mandados de busca e apreensão são cumpridos nos estados de São Paulo e Paraná nesta quarta-feira (15/7).
A Operação Distrato tem como alvos agentes ligados aos grupos econômicos Nelson Wilians (apontado como o núcleo principal do esquema), Alpha e DMC. Esses agentes, segundo a investigação, eram responsáveis por captar clientes, formalizar contratos e operar as fraudes nos pagamentos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O Cira identificou infrações em 752 empresas e sonegação de um montante que supera a casa dos R$ 3,8 bilhões.
Alvos de operação contra fraude no ICMS
Grupo econômico NW (Nelson Wilians): DPAW Assessoria em Cobrança ltda.
Strategi Intermediação Corpotativa ltda.
Valestra Assessoria, Auditoria e Gestão ltda.
Valestra Negócios e Investimentos ltda. Aiche Ibrahim Abou Nassif
Fernando dos Santos Andrade Cavalvanti
Leticia Anastacio Céu Sociedade de advogados e advogados
De Paula Advogados e Consultoria Jurídica
Nelson Wilians Advogados (filial Campinas)
Andre Luis Buialto de Godoy
Anne Carolline Willians Vieira Rodrigues
Flavio Pierro de Paula
Leonardo Rangel Pestana
Mayra Fahur de Paula
Nelson Willians Fratoni Rodrigues
Wilmara Lourenço Santos
Grupo econômico Alpha: Alpha Consulting Gestão de Ativos ltda
Alpha Group Gestão de Créditos e Serviços de Apoio Empresarial ltda
Beta Comércio de Atacados ltda Geraldo Gefesson de Sousa
Marcelo Guimarães do Santos DMC Energy Intermediações de Negócios ltda
T.C. Agropecuária S.A Daniel Mansur Cury
Tatiana Freire Cury
Em relação ao grupo econômico Alpha, o Cira detalhou que os créditos comercializados eram essencialmente apresentados aos contribuintes como supostamente derivados da massa falida da empresa Nortel Networks Telecomunicações do Brasil Ltda com o objetivo de sustentar a alegada disponibilidade e segurança das compensações tributárias.
Já no caso do grupo econômico DMC, os investigados alegavam a existência de direitos creditórios decorrentes de uma ação judicial de desapropriação relacionada à Usina Santa Rita na década de 1970.





