A defesa de Jair Bolsonaro (PL) deve responder, até esta quarta-feira (15/7), aos questionamentos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre uma carta escrita pelo ex-presidente e lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas redes sociais.
O magistrado indagou a defesa sobre um possível descumprimento das medidas cautelares e questionou se Bolsonaro tinha ciência da divulgação do manuscrito.
Na decisão publicada nessa segunda-feira, o ministro determinou ainda a suspensão, por 90 dias, da autorização de visitas de Flávio ao pai, que cumpre pena em prisão domiciliar humanitária.
A prisão domiciliar de Bolsonaro
Ex-presidente cumpre prisão domiciliar com uma série de medidas cautelares.
Jair Bolsonaro está proibido de usar as redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
Visitas são autorizadas somente pelo STF.
No último sábado, Flávio divulga carta do pai em meio à crise da família Bolsonaro.
Em manuscrito, ex-presidente coloca o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
PT aciona STF e pede revogação de prisão domiciliar de Bolsonaro após a divulgação da carta.
Moraes deu 48h para a defesa de Jair Bolsonaro se explicar e proíbe visitas de Flávio.
Ministro disse que o senador é reincidente no descumprimento de medidas cautelares.
4 imagensFechar modal.1 de 4Ministro afirmou que senador é reincidente em descumprimento de medidas cautelaresKEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo2 de 4Jair Bolsonaro e os filhosReprodução3 de 4Ex-presidente cumpre prisão domiciliarReprodução/Instagram4 de 4Flávio leu carta de Jair Bolsonaro em liveDivulgação
Carta de Bolsonaro
A decisão de Moraes ocorreu após o senador tornar público, nas redes sociais, no último sábado (11/7), um texto redigido pelo ex-presidente, no qual ele coloca o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
Segundo o ministro, Flávio é reincidente no descumprimento de medidas cautelares. Ele lembrou que, em agosto de 2025, Flávio também havia descumprido ordens do STF, ao transmitir, em suas redes, uma fala do ex-presidente por telefone durante um ato político em Copacabana (RJ).
Com a decisão do ministro do Supremo, Flávio e Bolsonaro não poderão se ver até outubro, após a realização do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o dia 4.
Em uma live realizada na noite de segunda-feira (13/7), Flávio negou que o ex-presidente tenha pedido ou autorizado a divulgação da carta lida. Ele alegou que a proibição das visitas trata-se de uma de uma tentativa do ministro de “interferir nas eleições”.
O ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses após ter sido condenado por liderar uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado em 2022. Após cumprir parte da pena no Complexo Penitenciário da Polícia Militar, a Papudinha, ele foi transferido para regime domiciliar por questões humanitárias de saúde.





