Quinze dias após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deixar a presidência do PL Mulher, pré-candidatas do partido ainda vivem incertezas sobre a distribuição dos recursos de campanha e o futuro das candidaturas incentivadas por ela.
Michelle tinha um plano de expansão que previa a criação de diretórios estaduais e a nomeação de lideranças para comandá-los. Elas seriam responsáveis por organizar núcleos municipais, o que aumentaria o número de candidatas do partido.
Segundo aliadas, a ideia era fazer com que as cotas de recursos e registros de candidaturas destinadas às mulheres não fossem mero cumprimento da regra, mas fizessem parte da ampliação de eleitoras que se sentissem, de fato, representadas por mulheres políticas.
Em 2024, o plano deu certo em vários estados, com o aumento exponencial de vereadoras do PL. Para isso, a ex-primeira-dama pressionava os presidentes dos diretórios estaduais para cumprirem uma destinação de recursos razoável para colocar de pé as candidaturas femininas.
Com o afastamento de Michelle, a sensação de aliadas é de que o órgão ficou sem comando e sem a instância legítima de cobrança que a ex-primeira-dama impunha sobre os dirigentes estaduais.
Uma das últimas determinações de Michelle à frente do PL Mulher foi para as presidentes estaduais formularem listas de potenciais candidatas para as eleições de 2026. Os nomes foram enviados para os presidentes dos diretórios estaduais, mas agora há incerteza sobre a continuidade dada a essas candidaturas.





