Quadrilhas são presas por causarem prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão em mineradora no ES
Sete pessoas foram presas por causarem um prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão com furtos de bobinas de cobre e baterias em uma mineradora em Vitória.
Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, dois grupos criminosos diferentes agiam com a participação de funcionários da empresa para pegar os materiais de dentro da própria mineradora e revender em outras cidades da Grande Vitória.
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De acordo com a polícia, as prisões foram realizadas a partir da análise de câmeras do circuito interno de segurança da empresa e também do videomonitoramento do estado.
As informações foram divulgadas pela Polícia Civil nesta terça-feira (14) e as prisões aconteceram em junho. O nome da mineradora não foi divulgado.
Angles Klitze Detman, Francisco Tiago Guerra, Cristiano Macedo Dessaune e Ernande Pacheco Martins foram presos por associação criminosa que causou prejuízo milionário em mineradora no Espírito Santo
Reprodução/Sesp-ES
Bobinas furtadas
O chefe do Departamento Especializada de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, explicou que a investigação começou em maio do ano passado e identificou a ação de um grupo criminoso a partir de novembro de 2025.
Quatro homens foram presos: Cristiano Macedo, Francisco Tiago Guerra, Angles Detman e Ernande Pacheco Martins. Outros três foram denunciados: Weverton Dias de Oliveira, Robson Rodrigues de Almeida e Aldierio Viana Guimarães.
Os envolvidos entravam na empresa com um caminhão e passavam pela portaria com o crachá de um funcionário contratado. Sem ninguém perceber, conseguiam pegar as bobinas dentro do galpão da mineradora usando guindastes. Depois, saiam com o material, graças a notas fiscais falsificadas.
As bobinas eram, então, vendidas para receptadores. No dia do flagrante, sete estavam sendo transportadas para Guarapari.
"Eram tarefas bem delimitadas. O líder interno guardava as bobinas, identificava, quantificava e especificava, passando essa informação para o líder externo. O líder externo falsificava e-mails e notas fiscais para encaminhar para o motorista que ia até a empresa, entrava com um crachá de um funcionário e com isso eles iam até o galpão", destacou o delegado.
Outro grupo identificado durante as investigações
Robson Rodrigues de Almeida, Weverton Dias de Oliveira e Aldierio Viana Guimarães foram denunciados por prejuízo milionário em mineradora no Espírito Santo
Reprodução
Ainda de acordo com o delegado, a atuação de outro grupo criminoso foi descoberta durante as investigações do furto de bobinas. Mas essa outra quadrilha focava no furto de outras peças: as baterias estacionadas, utilizadas para movimentar locomotivas ou acopladas a alarmes de incêndio.
"As baterias estacionadas eram utilizadas para movimentar locomotivas. Com isso, essas baterias quando ficavam com meia vida, elas eram depositadas e ficavam aguardando descarte da mineradora. O homens empregados da mineradora e também da empresa terceirizada que prestava serviço para a mineradora conseguiram burlar através de uma pessoa que tinha loja de baterias. Elas utilizavam um carro emprestado e o funcionário da empresa responsável pela guarda do material facilitava o acesso" pontuou o delegado.
A polícia descobriu que o grupo agia desde 2022 e furtou mais de R$ 20 mil em bateria.
Três pessoas foram presas em flagrante. Parte do material furtado foi encontrado em uma loja da Serra, na Grande Vitória, que revendia as baterias sem autorização. Outras três pessoas foram indiciadas, mas não tiveram o nome nem a foto divulgadas pela polícia.
Baterias de mineradora eram furtadas por grupo criminoso e revendidas em lojas da Grande Vitória no Espírito Santo
Divulgação/Polícia Civil do Espírito Santo
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