Zema avalia que carta de Jair Bolsonaro lida por Flávio não foi campanha antecipada
Vanessa Rodrigues/A Tribuna Jornal
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (14), durante entrevista ao Jornal A Tribuna, em Santos, que a carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e lida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não configurou campanha eleitoral antecipada.
A declaração foi dada após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a suspensão, por 90 dias, das visitas de Flávio ao pai.
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O ex-governador de Minas Gerais também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal ao comentar a decisão de Moraes.
"Boa parte do que o Supremo tem feito tem muito mais conotação política do que jurídica. Nós precisamos de um Supremo que julgue questões constitucionais. Aqui o Supremo fica julgando questões políticas. Isso deveria estar em primeira e segunda instância, com um juiz, com um desembargador, e não ocupando ministro do Supremo", disse ele.
Durante a entrevista, Zema voltou a defender mudanças na forma de indicação dos ministros da Corte. Segundo ele, uma das propostas é estabelecer idade mínima de 60 anos para integrar o STF.
Zema avalia que carta de Jair Bolsonaro lida por Flávio não foi campanha antecipada
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"Para o Supremo é praticamente igual a ser Papa. É o coroamento de uma carreira longa. Eu nunca vi Papa de 35 anos. Lá no Supremo, de vez em quando, aparece alguém com 35 anos de idade."
O pré-candidato também defendeu que os nomes para o Supremo sejam escolhidos a partir de uma lista de juristas de reconhecida qualificação.
"O presidente fica colocando lá no Supremo o advogado dele, o advogado do partido dele, o ministro dele. Faltou colocar filho e irmão. Precisa ter também uma lista de notáveis enviada ao presidente, talvez preparada pelo Senado, pela OAB e pelo Superior Tribunal de Justiça, para termos gente mais qualificada e mais isenta. Porque está virando um tribunal político", disse.
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