Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Técnico de vôlei é investigado por suspeita de desviar ajuda de custo paga por prefeitura a atletas de projeto no interior de SP

Técnico de vôlei é investigado por suspeita de desviar ajuda de custo paga por prefeitura
O Ministério Público (MP) de São Paulo abriu um inquérito civil para investigar um técnico de vôlei por suspeita de apropriação de verba pública da Prefeitura de Limeira (SP). O recurso era destinado à ajuda de custo de atletas de um projeto esportivo da modalidade.
De acordo com o MP, a denúncia aponta que o técnico Fábio Eduardo Cassiano exigia repasses irregulares de parte do benefício recebido pelos atletas.

Segundo o inquérito, o treinador exigia R$ 350 dos R$ 500 pagos a cada um deles. Os valores cobrados dos atletas eram depositados via Pix na conta pessoal do técnico.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Piracicaba no WhatsApp
O MP recomendou ao município de Limeira a suspensão do contrato com o instituto para qualquer atividade esportiva, o que envolve o bloqueio de todos os repasses financeiros à entidade. A recomendação foi acatada pela prefeitura (veja nota abaixo).
O técnico foi afastado, de forma cautelar e preventiva, das atividades de coordenação, treinamento e demais funções, assim que a denúncia chegou ao Ministério Público, no dia 17 de junho de 2026.
Ainda segundo a investigação, a presidente do Instituto Crescer Juntos, Fúlvia Lúcia Margotti, tinha conhecimento da conduta praticada pelo professor e, por isso, também é investigada.
À reportagem, Fábio e Fúlvia negaram os desvios. A presidente citou que possui todas notas fiscais e comprovantes destinados à realização do projeto e que, segundo ela, já foram apresentados em prestações de contas.
Fórum de Limeira
Governo de SP
Pagamentos
Os recursos destinados à ajuda de custo dos atletas são previstos pelo edital de fomento com o Instituto Esportivo Crescer Juntos, organização selecionada por meio de chamamento público para a execução de projetos esportivos. O edital previa o pagamento de até R$ 500 mensais por atleta.
Ofícios foram encaminhados à Prefeitura de Limeira e ao Instituto Crescer Juntos, estabelecendo um prazo de 20 dias para resposta. A promotora Débora Bertolini adiantou que existem provas concretas de que a presidente da instituição sabia dos atos praticados pelo treinador.
A recomendação para suspensão do contrato baseia-se nas provas contidas nos autos, como os comprovantes de Pix ao técnico Fábio Eduardo e os indícios de conivência da presidente do instituto. A prefeitura recebeu prazo de 48 horas para comprovar o cumprimento da medida.
A promotora Débora Bertolini confirmou que o inquérito foi oficializado e encaminhado à Justiça na segunda-feira (13) e os ofícios foram expedidos nesta terça-feira (14).
A promotora informou que cerca de 500 alunos atendidos pela iniciativa foram afetados pela suspensão. O Ministério Público também encaminhou a denúncia à Polícia Civil, requisitando a instauração de um inquérito policial.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore