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Por que 180 jabutis seguem em praça no interior de SP? Entenda os desafios da transferência

Grupo de jabutis em reabilitação após resgate no interior de SP
Um trabalho que exige logística especializada, articulação entre órgãos ambientais de diferentes estados, entre outros fatores, ajuda nos cuidados de 70 jabutis transferidos de uma praça de Adamantina (SP) ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de São Paulo (Cetras-SP).
Isso porque a população chegou a 250 animais no local inadequado, devido à soltura ou fuga dos jabutis que eram mantidos em cativeiro de forma irregular, já que o jabuti-piranga é nativo das regiões norte, centro-oeste e nordeste do país, conforme a prefeitura.
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A Secretaria de Meio Ambiente de Adamantina destacou que, dos 180 animais que ainda aguardam transferência, a prioridade são as fêmeas, para diminuir a reprodução no local. Até a última atualização desta reportagem, não havia previsão de quando esses jabutis de Adamantina seriam transferidos da cidade.
Até esta terça-feira (14), os animais permaneciam na Praça Euclides Romanini, onde recebem cuidados diários em um local isolado, fechado e monitorado.
"São disponibilizados verduras, legumes e frutas diariamente. Temos uma pessoa que cuida da praça, do cuidado e alimentação dos animais", descreveu Eder Bonfain, secretário da pasta, ao g1.
A operação exige uma logística complexa, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), pois, para receber os 70 animais de Adamantina, o Cetras-SP precisou enviar outros 80 jabutis, que já estavam reabilitados, para a Reserva Santa Sofia, em Mato Grosso do Sul. Só com a abertura dessas vagas foi possível acolher o primeiro lote vindo do interior paulista.
"O manejo é fundamental, porque os jabutis mantidos na praça vivem fora de sua área de ocorrência natural e em um ambiente urbano que não oferece as condições adequadas para a espécie", reforçou a Semil.
Grupo de jabutis em reabilitação após resgate em Adamantina (SP)
Reprodução/Cetras-SP
Em escala estadual, a Semil, por meio da Diretoria de Biodiversidade e Biotecnologia (DBB), reforçou que, após o ingresso da espécie no Cetras-SP, os animais passam por:
Avaliação clínica;
Exames sanitários; Identificação individual;
Acompanhamento veterinário;
Demais procedimentos técnicos necessários.

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