Pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) em live em 13 de julho de 2026
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O pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, acusou nesta segunda-feira (13) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de tentar interferir nas eleições ao proibir visitas do senador ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Lula podia fazer tudo. Deu entrevista, recebia visita todos os dias sem problema nenhum. Qual é o critério agora com o presidente Bolsonaro?", disse Flávio.
Em abril de 2019, um ano após a prisão do petista e quatro meses depois da posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República, o Supremo Tribunal Federal autorizou que Lula fosse entrevistado. O pedido havia sido apresentado sete meses antes pelos jornais "El País" e "Folha de S.Paulo".
Segundo Flávio, há pedidos de entrevista de Jair Bolsonaro pendentes de análise no STF e Alexandre de Moraes "nem consulta a defesa" sobre a possibilidade de o ex-presidente conceder entrevistas.
O senador disse que também integra a defesa do ex-presidente e afirmou ter acionado o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a entidade se manifeste em defesa de suas prerrogativas profissionais.
"Quer me deixar incomunicável com o próprio pai já é um absurdo. E não vai poder impedir que um advogado converse com o seu cliente, ainda que seja o advogado filho e o cliente seja o seu próprio pai", disse.
Tarifaço 2.0
Flávio também aproveitou a transmissão para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a condução do governo brasileiro nas negociações com os Estados Unidos sobre a possível imposição de novas tarifas a produtos brasileiros. Segundo o senador, o petista estaria estimulando o agravamento da crise comercial com o governo de Donald Trump.
"É o presidente da República que, a todo momento, está pedindo tarifação do Brasil, atacando os Estados Unidos. O Lula é o único no Brasil que quer tarifa dos Estados Unidos", afirmou.
O senador exaltou a viagem que fez aos Estados Unidos na semana passada para participar de uma audiência pública sobre o tarifaço. Segundo ele, foi ao país para defender os interesses brasileiros e criticou o governo por não ter enviado representantes para negociar com autoridades americanas.
A crise comercial entre Brasil e Estados Unidos tem sido explorada politicamente pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro. A audiência nos Estados Unidos também contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive no país. Em discurso feito em inglês, Flávio defendeu que uma eventual tarifa aplicada antes das eleições presidenciais brasileiras poderia beneficiar o atual governo.
"O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão", afirmou na ocasião.
Futuro
Ao se despedir da transmissão, Flávio disse que espera receber a faixa presidencial das mãos do pai caso seja eleito em outubro. Jair Bolsonaro, porém, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e atualmente cumpre pena em prisão domiciliar.
O senador ainda lamentou que não poderá transmitir o carinho de apoiadores pessoalmente ao pai. "Você que já me encontrou e falou para eu mandar um abraço nele. Agora eu não vou conseguir dar".





