Artigo da revista britânica The Economist, publicada no último domingo (12/7), afirma que o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro, o Pix, é um exemplo da fragmentação do sistema financeiro global, que reflete a busca dos países pelos seus próprios meios de pagamento, ameaçando o domínio dos Estados Unidos.
O texto afirma que sistemas como o Pix ameaçam o domínio de empresas norte-americanas gigantes do setor de pagamentos, como Visa e Mastercard. Segundo a reportagem, essas mudanças representam uma nova fase na geopolítica financeira mundial.
A matéria reforça que Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, atacou o Pix e acusou a ferramenta de prejudicar empresas americanas do setor de pagamentos, além de propor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros sob a justificativa de praticas comerciais desleais.
Apesar disso, o governo brasileiro contesta a narrativa americana. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as próprias empresas de pagamento já perceberam que o Pix não causa prejuízos as suas operações no país. De acordo com ele, todas as documentações que comprovam que a ferramenta não causa concorrência desleal foram apresentadas as autoridades americanas.
O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem defendido publicamente a soberania deste meio de pagamento e do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
A reportagem da The Economist mostra ainda que o senador e pré-candidato da presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu o Pix das acusações americanas, mas afirmou que os países poderiam conversar sobre o Zelle, sistema americano semelhante. Além disso, Bolsonaro também avaliou que o Brasil deve evitar integrar o Pix a redes internacionais de pagamento que compitam com as redes americanas.





