Teste de HIV
Rovena Rosa/Agência Brasil
Um processo administrativo foi aberto para investigar o compartilhamento de diagnósticos de HIV/AIDS de pacientes indígenas de Lagoa da Confusão e Formoso do Araguaia. Segundo o Ministério Público, as informações eram divulgadas em grupos de WhatsApp integrados por moradores, barqueiros, pilotos e vigias.
O g1 solicitou um posicionamento sobre o caso ao Ministério da Saúde, responsável pelo Distrito Sanitário Especial Indígena do Tocantins, mas não houve resposta até a última atualização da reportagem.
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A portaria foi publicada no Diário Oficial do Ministério Público do dia 10 de julho de 2026. Conforme o documento, profissionais de saúde estariam divulgando cronogramas de viagens médicas para Confresa (MT) e requisições de exames de carga viral.
O caso estaria expondo os pacientes e causando "situações de grave constrangimento, preconceito e discriminação social dentro de suas comunidades".
No documento, foi solicitado ao DSEI Araguaia que apresente as seguintes informações: Quem são os profissionais de saúde ou colaboradores vinculados ao Polo Base de São Félix do Araguaia responsáveis pelo envio de mensagens nos grupos; Quais são as justificativas técnicas para a utilização desse meio de comunicação coletivo para a divulgação de fluxos de viagens de saúde e orientações de exames; Quais medidas de segurança da informação estão sendo implementadas para resguardar o sigilo médico; Se há canal oficial de comunicação individualizada para agendamentos fáticos com os pacientes, evitando a exposição pública em ambientes virtuais coletivos.
O DSEI Araguaia tem um prazo de 10 dias para apresentar as informações ao Ministério Público.





