Liniker em imagem luminosa da estreia da turnê 'Bye bye Caju' no estádio paulistano Nubank Parque na noite de ontem, 11 de julho
Rony Hernandes / Divulgação 30e e b+ca
♫ ANÁLISE
♬ Somente cinco anos se passaram entre o lançamento em 9 de setembro de 2021 do primeiro álbum solo de Liniker, “Índigo borboleta anil”, e a estreia da turnê da cantora por estádios e arenas do Brasil para encerrar o ciclo consagrador do segundo álbum solo da artista paulista, “Caju” (2024).
Na noite de ontem, 11 de julho de 2026, Liniker lotou o estádio Nubank Parque, na cidade de São Paulo (SP), na primeira apresentação da turnê “Bye bye Caju”, estreando – para público estimado em 48 mil pessoas – show em esquema de superprodução com telões de LED, bailarinos, big band e vários figurinos.
Não vi o show por morar no Rio de Janeiro (RJ), mas entendo que a simples realização dessa turnê grandiosa já simboliza um feito e tanto de Liniker. Por mais que a cantora conte com a estrutura de uma produtora habituada a orquestrar grandes turnês, caso da 30e, a escalada da artista nos últimos cinco anos mostra que é possível ascender no universo pop com independência artística, sem ficar sob o domínio de uma grande gravadora e sem seguir fórmulas alheias.
Ao longo de dez anos, se contabilizada a pré-história da cantora como vocalista e frontwoman do grupo Caramelows, Liniker tem sido fiel a si mesma, construindo base sólida e crescente de admiradores com ênfase somente na música que escolheu fazer, apostando no próprio som e, no caso de “Caju”, em álbum que, embora tenha músicas de pegada mais pop, também apresentou faixas que ultrapassavam os sete minutos.
Ou seja, Liniker seguiu a própria cartilha, atenta aos sinais emitidos pelo primeiro álbum solo. “Índigo borboleta anil” pode não ter virado fenômeno de massa, mas já mobilizou e ampliou o público da artista, preparando o terreno para “Caju” chegar três anos depois, precisamente em 19 de agosto de 2024.
E o resto foi uma história de números e feitos superlativos. Com mix orquestral de R&B, soul, pagode e pop, “Caju” já acumula 350 milhões de reproduções, abocanhou prêmios importantes (como o Grammy Latino) e fez de Liniker uma popstar. Parece muito, e é mesmo, sobretudo para uma artista que acumulou tanto sem pertencer a segmentos do mainstream como o sertanejo, o funk, o forró e o pagode.
Liniker pavimentou o próprio caminho e se despede da era “Caju” com uma consagração nacional que parecia distante e até improvável quando, há dez anos, a artista despontou no grupo Caramelows.
Liniker encerra o ciclo vitorioso do segundo álbum solo com turnê por arenas e estádios do Brasil
Rony Hernandes / Divulgação 30e e b+ca





