No programa do Noblat, a rinha interna pelo espólio político da direita ganhou contornos de uma guerra familiar explícita e sem retorno. Na avaliação do jornalista João Bosco Rabello, do Canal @PortaldoBosco, o lançamento do movimento “Imparáveis” por Michelle Bolsonaro sacramenta uma dissidência formal dentro do PL e desfere um golpe duríssimo na candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Muito além de uma causa em prol das mulheres, o nome do movimento funciona como um recado seco e direto da ex-primeira-dama ao enteado: “Não tente me parar”. Com o gesto, Michelle enterra o PL Mulher para dar vida ao “Michelle Mulher”. consolidando-se como uma força política autônoma.
João Bosco Rabello chamou a atenção para o erro estratégico monumental do “01” ao comprar uma briga dessa magnitude de dentro para fora de casa.
Ao se valer de ferramentas digitais modernas — operando como um verdadeiro fenômeno de fandom e redes integradas (clusters) , Michelle se agiganta como uma liderança intocável perante a base fiel. O jornalista destaca o tom de “grosseria explícita” dessa rinha antecipada pela herança do capitão, que não apenas carimba a inviabilidade política de Jair Bolsonaro, mas joga a direita em uma vulnerabilidade extrema.
Ao implodir as pontes com a madrasta, Flávio fraturou o próprio palanque e empurrou a campanha para uma desordem interna cujo preço principal pode ser uma derrota acachapante nas urnas.





