Fé e tradição: Romaria de Aparecidinha é marca de esperança e devoção há mais de 200 anos
Fé e devoção, pedidos e agradecimentos. Uma multidão de 100 mil pessoas é esperada neste domingo (12) na Romaria de Aparecidinha, um dos mais tradicionais e conhecidos momentos de adoração peregrina no estado de São Paulo.
O evento, que oficialmente está na sua 127ª edição e tem relatos de mais de 200 anos de manifestação religiosa, mostra que o compromisso cristão e católico resiste ao tempo, transpõe barreiras e leva para novas gerações o amor e a lealdade à Padroeira do Brasil.
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Tradição da Romaria de Aparecidinha é marca de esperança, fé e devoção há mais de 200 anos em Sorocaba (SP)
Museu Histórico Sorocabano/Divulgação
Segundo a Arquidiocese de Sorocaba, em 1899, o então pároco da Matriz de Nossa Senhora da Ponte, monsenhor João Soares, estabeleceu duas datas fixas para o evento:
1º de janeiro: a imagem sai de Aparecidinha e segue para a Catedral Metropolitana, no Centro de Sorocaba (SP);
Segundo domingo de julho: a imagem retorna em romaria ao bairro de Aparecidinha.
Esse formato permanece até hoje.
Entretanto, todo o contexto que levou ao cenário de fé atual teria começado muito antes, no século XVIII. Em 1782, tropeiros trouxeram consigo uma imagem da Virgem Maria esculpida em barro. A imagem teria sido deixada sobre uma árvore que ficava nas redondezas do atual cemitério — o local onde tudo começou e onde está o novo santuário.
O assunto foi tema de um livro-reportagem da jornalista Sandra Pires, em 2016. Na obra, ela destaca informações levantadas a partir de pesquisas e relatos do historiador Aluísio de Almeida. Em um dos trechos de "Aparecidinha, um olhar para o romeiro", ela pondera:
"O certo, porém, é que tropeiros procedentes das Minas Gerais, passando pelo Vale do Paraíba, receberam das mãos de um dos pescadores da aventura milagrosa a primeira cópia que ele mesmo esculpiu da Virgem Aparecida. Trazida a Sorocaba, sede do movimento tropeirista na época e onde se realizavam anualmente as famosas Feiras de Muares, foi inicialmente, conta a tradição oral, colocada sobre um simples tronco de árvore no Piragibú do Meio (onde localiza-se hoje justamente o bairro de Aparecidinha)", relembrou.





