A 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) divulgou, nesta sexta-feira (10/7), imagens de um dos envolvidos no “golpe do falso advogado”. noticiado pelo Metrópoles na última quarta (8/7). Bruno Guilherme Andino Rodrigues (foto em destaque) tem um mandado de prisão preventiva em aberto pelo crime de estelionato eletrônico.
A divulgação das fotos por parte da Polícia Civil (PCDF) tem o objetivo de auxiliar na localização e captura do suspeito, além de possibilitar a identificação do golpista por eventuais novas vítimas.
Veja imagens:
2 imagensFechar modal.1 de 2A 9ª Delegacia de Polícia (Lago Norte) divulgou imagens de Bruno Guilherme Andino Rodrigues, considerado foragido pelo "golpe do falso advogado"Divulgação/PCDF2 de 2A divulgação das fotos tem o objetivo de auxiliar na localização e captura do suspeito, além de possibilitar a identificação do golpista por eventuais novas vítimasDivulgação/PCDF
Enganando vítimas com processos reais
Segundo as investigações, uma associação criminosa utilizava informações públicas extraídas do sistema Processo Judicial Eletrônico (PJe) para rastrear processos em andamento. Com os dados em mãos, os suspeitos entravam em contato com as vítimas, geralmente pelo WhatsApp, se passando pelos próprios advogados delas ou por integrantes dos escritórios responsáveis pelas ações. Para passar credibilidade, a quadrilha clonava os nomes e as fotografias reais dos profissionais.
Confira os áudios dos falsos advogados:
Na quarta-feira, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, além do bloqueio judicial de bens e contas bancárias dos investigados.
Ordens judiciais foram cumpridas nos municípios de São Paulo, São Caetano do Sul e Santos, com apoio operacional da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP).
As investigações indicam que o núcleo da organização criminosa está sediado no estado de São Paulo, embora a maior parte das vítimas esteja concentrada no Distrito Federal. No DF, pelo menos seis pessoas foram vítimas do esquema, com prejuízo estimado superior a R$ 400 mil.
Com um dos líderes do esquema, os agentes localizaram 585 cópias de peças processuais impressas, que eram usadas como roteiro para dar veracidade às fraudes.
Os investigados responderão, em tese, pelos crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e associação criminosa.





