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Copa tem recorde de jogadores defendendo seleções diferentes dos países onde nasceram

Copa tem recorde de jogadores defendendo seleções diferentes dos países onde nasceram
A Copa do Mundo de 2026 registra um recorde no número de atletas que defendem seleções diferentes dos países onde nasceram. As oito seleções que chegaram às quartas de final contam com jogadores que não nasceram nos países que defendem.

O atacante Erling Haaland, autor dos gols da vitória da Noruega sobre o Brasil, nasceu na Inglaterra. Já Michael Olise, um dos destaques da França, também nasceu fora do país que representa.

Copa tem recorde de jogadores defendendo seleções diferentes dos países onde nasceram
Bom Dia Brasil
No Marrocos, adversário da França nas quartas de final, o capitão Achraf Hakimi nasceu na Espanha. Em entrevista durante o torneio, o lateral afirmou ter orgulho de representar a seleção marroquina.

"Eu tenho muito orgulho de ser marroquino. Temos que aproveitar cada momento com responsabilidade. A responsabilidade que temos de 44 milhões de marroquinos nos apoiando", disse Hakimi.

Esta é a Copa com a maior proporção de jogadores atuando por seleções diferentes dos seus países de onde nasceram. Dos 1.248 jogadores inscritos no torneio, 289 atuam por países distintos de seus locais de nascimento. Eles representam 23% do total de inscritos, acima do recorde anterior, de 16%, registrado na edição de 2022.

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Curaçao foi o país que mais contribuiu para esse índice: apenas um jogador do elenco nasceu no próprio território.

Em Cabo Verde, apontado como uma das surpresas da competição, 14 atletas foram recrutados pela federação entre descendentes espalhados pelo mundo.

Entre todas as seleções classificadas para esta edição da Copa, apenas oito chegaram ao torneio sem jogadores naturalizados ou nascidos fora do país que representam: Brasil, África do Sul, Arábia Saudita, Áustria, Colômbia, Panamá, República Tcheca e Suécia. Nenhuma delas avançou às quartas de final.

A Fifa passou a adotar critérios de elegibilidade para seleção a partir da Copa do Mundo de 1962. Atualmente, o jogador precisa comprovar uma "conexão clara" com o país que deseja representar, seja por meio de vínculos familiares ou por tempo de residência.

Depois de concluído o processo, a troca de seleção não é permitida. Nas quartas de final desta sexta-feira (09), por exemplo, seis jogadores da seleção marroquina que enfrentará a França nasceram em território francês. São novas formas de rivalidade nessa Copa cada vez mais do mundo.

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