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Golpista de pirâmide caribenha é preso com Rolex em área do CV

Um dos presos durante a Operação Quéops, deflagrada nesta quinta-feira (9/7) pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais (DCV), da Coordenação de Repressão às Fraudes (Corf), foi localizado em Manaus, em uma área dominada pela facção criminosa Comando Vermelho (CV). Com ele, agentes da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apreenderam um relógio Rolex e outros itens de luxo.

Além do suspeito preso, outros dois investigados apontados como líderes do esquema foram alvos de mandados de busca e apreensão em Santa Maria (RS) durante a operação, que apura um esquema milionário de pirâmide financeira. A investigação teve início após uma empresária do Distrito Federal perder cerca de R$ 245 mil ao investir em uma suposta plataforma de investimentos que, segundo a polícia, operava como uma fraude.
5 imagensFechar modal.1 de 5Apreensão durante a Operação QuéopsReprodução / PCDF2 de 5Rolex apreendido em ManausReprodução / PCDF3 de 5PCDF desmantela pirâmide milionária caribenha que arruinou empresáriosReprodução / PCDF4 de 5Um dos presos durante a Operação QuéopsReprodução / PCDF5 de 5Os investigados prometiam multiplicar renda em uma plataforma de investimentosReprodução / PCDF

Entenda como o grupo agia:

Investimento, resgate e bloqueio
Convencidas pela promessa de altos lucros, as vítimas iniciavam os investimentos por meio de depósitos bancários. No começo, toda a negociação era realizada pelo WhatsApp. Posteriormente, os clientes eram induzidos a utilizar outras plataformas, onde mantinham contato diário com o suposto consultor e com falsos especialistas.
Nesse ambiente, eram apresentados gráficos que simulavam a valorização constante do patrimônio, com saldos cada vez maiores, reforçando a falsa impressão de que os recursos estavam sendo aplicados no mercado financeiro internacional. Acreditando que obtinha excelentes resultados, a vítima continuava realizando novos aportes.
Movimentação do dinheiro
Segundo os investigadores, o caso envolvendo a empresária do DF era justamente o método utilizado pela organização criminosa para manter as vítimas realizando novos aportes. Sempre que um investidor solicitava o resgate dos valores, surgiam novas exigências de pagamentos referentes a taxas, impostos ou custos administrativos, que nunca resultavam na liberação do dinheiro.
Enquanto isso, os recursos eram rapidamente distribuídos entre diversas contas bancárias dos próprios investigados ou por pessoas ligadas ao grupo criminoso. O montante circulava em empresas de fachada e operações envolvendo criptoativos, dificultando o rastreamento dos valores e dando aparência de legalidade às operações, característica típica de esquemas de lavagem de dinheiro.
A quebra do sigilo financeiro também revelou movimentações incompatíveis com a realidade econômica dos investigados. Um dos principais alvos da operação movimentou milhões de reais antes mesmo de completar 23 anos, apesar de declarar renda modesta e de ter recebido auxílio emergencial do governo federal durante a pandemia.

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