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Corregedoria investiga PM responsável por fuzil achado em carro de Márcio Canella

Márcio Canella tem prisão mantida e ficará em Bangu 8
A Corregedoria da Polícia Militar abriu uma investigação para apurar a conduta do sargento responsável pela cautela do fuzil encontrado no porta-malas do carro de Márcio Canella durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne.
O ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil foi preso em flagrante na terça-feira (7) por porte ilegal de arma.
Em depoimento à Polícia Federal, Canella afirmou que o fuzil era utilizado por um policial militar que integra a equipe de segurança dele. Segundo a investigação, no entanto, o ex-prefeito não apresentou provas que comprovassem essa versão.
Em nota, a PM informou que a arma estava sob a responsabilidade do sargento Alexandre Paixão da Silva Júnior, que está cedido ao Detran desde outubro de 2025 (veja abaixo). A TV apurou que o policial fazia a segurança de Canella.
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Fuzil apreendido com um dos alvos da operação
Reprodução
Prisão mantida A Justiça manteve, nesta quarta-feira (8), a prisão de Canella. Após passar por audiência de custódia, ele será transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira em Gericinó, conhecido como Bangu 8.
Também está preso lá o ex-vereador Jairinho, condenado pela morte do menino Henry Borel, e até pouco tempo tembém estava o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), que foi transferido para uma penitenciária federal em Brasília.

‘Braço político’
Canella era inicialmente alvo de um mandado de busca e apreensão nesta etapa da Unha e Carne, que mira uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio que movimentou R$ 7,6 bilhões em um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com anuência de políticos.
Mais tarde, a PF afirmou que Canella é investigado como “braço político” do esquema.
“Operação Unha e Carne VI – um dos alvos da operação, investigado como braço político do grupo, foi preso em flagrante pelo crime de possuir ou portar arma de fogo de calibre restrito, após os policiais encontrarem um fuzil .556 no interior de seu veículo”, informou a PF .
Outro alvo de buscas foi o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil.
O delegado Marcus Amim afirmou que todos os fatos devem ser investigados e que confia no trabalho da Justiça. A defesa de Márcio Canella não quis se manifestar.

Márcio Canella
Reprodução redes sociais
Quem é Canella
Márcio Canella foi eleito vereador de Belford Roxo em 2012. Em 2015, se elegeu deputado estadual em 2015 e por 3 mandatos ficou na Alerj. Nesse período, Canella se licenciou para ser vice do prefeito Waguinho, de Belford Roxo, de 2017 a 2019. Os antigos aliados se afastaram depois das eleições presidenciais de 2022. À época, Canella apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Waguinho optou por Lula. Em 2024, Canella foi eleito prefeito de Belford Roxo. O principal adversário dele era o ex-secretário municipal Matheus do Waguinho (Republicanos), sobrinho de Waguinho.

No início de abril de 2026, Canella renunciou ao cargo de prefeito para concorrer ao Senado. Ele é apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro e pelo deputado estadual Douglas Ruas. Em seu lugar, assumiu a então vice-prefeita Mariana Malta.
A operação desta terça
PF deflagra a 6ª fase da Operação Unha e Carne
Agentes saíram para cumprir, no total, 19 mandados de busca e apreensão nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende, além da capital fluminense.

Na casa de um dos alvos, em Niterói, a PF apreendeu armas, joias e dinheiro, além de carros de luxo.
A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão de atividades econômicas de empresas ligadas ao grupo investigado.
As investigações começaram com um relatório de inteligência enviado à PF pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento apontou que o grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos 6 anos.
“Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro, além de outros que poderão surgir no decorrer das investigações”, disse a PF.
A ação se insere no contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre relações de agentes públicos com facções criminosas.
Balanço da operação
Apreensões
cerca de R$ 919 mil e US$ 13 mil, em espécie;
1 fuzil de calibre restrito;
9 armas curtas (revólveres e pistolas);
7 computadores;
23 aparelhos celulares;
11 veículos de luxo;
⁠joias e relógios de luxo;
documentos diversos.
Márcio Canella ao chegar à sede da PF no Rio
Ana Paula Jaume/CBN

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