Policias penais são condenados por esquema de corrupção em presídio na Bahia
Os policiais penais condenados por participação em um esquema criminoso no Conjunto Penal de Feira de Santana chegavam a receber R$ 5 mil por cada quilo de droga introduzido ilegalmente na unidade prisional. O grupo, formado por dez policiais penais e outras duas pessoas, foi denunciado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e foi alvo da Operação Sísifo, realizada pelo órgão entre os anos de 2023 e 2024.
O grupo foi condenado na segunda-feira (6) pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, facilitação de entrada de aparelho telefônico e outros objetos ilícitos em estabelecimento prisional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. Os condenados faziam parte de um esquema criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos no presídio de Feira de Santana.
Segundo a denúncia do MP-BA, à qual a TV Bahia teve acesso, em conversas por meio de aplicativos de mensagens, os agentes públicos negociavam os valores para cada material indevido que seria levado para dentro da unidade.
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Conforme registros do dia 3 de janeiro de 2023, o policial penal Valmir Pereira de Jesus — apontado pelo órgão como chefe do grupo criminoso — negocia a entrada ilegal de cada celular por R$ 2,5 mil, de balanças por R$ 2 mil cada e R$ 5 mil para cada quilo de entorpecente.
Na ocasião, foi negociada a entrada de 9 celulares, 2 balanças e 2 quilos de droga, totalizando R$ 36,5 mil.
Ainda de acordo com a denúncia do MP-BA, no dia 7 de janeiro de 2023, três internos do Conjunto Penal da cidade foram mortos com extrema violência após uma disputa entre criminosos. No dia anterior, outras seis pessoas foram assassinadas fora do presídio. As investigações do órgão apontaram que as nove mortes estavam ligadas a uma rixa interna na facção Comando Vermelho após dois chefes se separarem e declararem guerra.



