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Petro antecipa discurso de despedida da Presidência da Colômbia a pouco mais de um mês para fim do mandato

O ex-presidente Iván Duque rebateu as declarações na ocasião, acusando o mandatário de desrespeitar a democracia.
Quem é Abelardo de la Espriella, presidente eleito em apuração preliminar na Colômbia
O candidato governista Iván Cepeda concedeu a vitória a Abelardo de la Espriella em coletiva de imprensa na última quarta-feira (24), três dias após a votação do segundo turno.
A decisão de Cepeda reverteu sua postura inicial e a de seu partido, o Pacto Histórico, que chegou a mobilizar advogados para pedir a impugnação de 33 mil mesas eleitorais sob alegação de erros técnicos.
A contestação perdeu força após o Registrador Nacional da Colômbia informar que o escrutínio oficial — processo de checagem e recontagem conduzido pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) — divergiu em apenas 0,003% das cédulas em relação à apuração preliminar.
A contagem confirmou a vitória apertada do candidato da direita por uma diferença de cerca de 250 mil votos (menos de um ponto percentual):
Abelardo de la Espriella: 12.959.542 votos (49,6%)
Iván Cepeda: 12.708.712 votos
“Decidi aceitar o resultado que emerge desse processo e que indica que Abelardo de la Espriella é o novo presidente da República”, declarou Cepeda. O presidente eleito já recebeu felicitações de diversos líderes mundiais, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, que havia manifestado apoio público à sua campanha.
O cenário que aguarda o novo governo
Conhecido pelo apelido de "El Tigre", Abelardo de la Espriella, de 47 anos, lidera o movimento ultraconservador Defensores da Pátria. Alinhado a discursos de linha dura como os de Trump e do salvadorenho Nayib Bukele, o advogado ganhou força explorando a segurança pública — apontada por 40% dos colombianos como o maior problema do país, em meio a recentes confrontos entre facções dissidentes das Farc que deixaram dezenas de mortos na Amazônia colombiana.
Espriella promete suspender processos de diálogo com grupos armados, promover uma ofensiva militar com a construção de 10 megaprisões e retirar a Colômbia de organismos internacionais como a ONU e a OEA.
O novo presidente, no entanto, deve enfrentar um cenário de forte fragmentação legislativa. As eleições de março indicam que o Congresso continuará dividido, com o Pacto Histórico de Petro e Cepeda mantendo a maior bancada, o que exigirá negociações constantes para a aprovação de projetos a partir de agosto.

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