CNI defende diálogo para evitar prejuízos aos dois países
Complexo Industrial e Portuário do Pecém
Divulgação/CNI
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defenderá, durante a audiência, que a tarifa adicional de 25% não tem justificativa jurídica, econômica ou estratégica e pode prejudicar empresas brasileiras e americanas.
Em entrevista ao g1, a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, afirmou que não há evidências de que empresas americanas sejam discriminadas no Brasil.
"Na nossa perspectiva, fica claro que essas medidas não têm justificativa em nenhum dos três planos: jurídico, econômico ou estratégico", afirmou.
Segundo ela, a relação comercial entre os dois países é complementar e a sobretaxa elevaria custos para toda a cadeia produtiva.
"Qualquer medida que encareça ou crie barreiras para essa relação trará prejuízos não apenas para o Brasil, mas também para os Estados Unidos", disse.
A executiva também afirmou que a indústria defende a priorização das negociações entre os governos e alertou que a principal preocupação do setor é a incerteza gerada pelas mudanças sucessivas na política comercial dos EUA.
"O setor privado vem sofrendo não apenas pela queda das exportações, mas também pela grande imprevisibilidade. As empresas não sabem a qual tarifa estarão sujeitas", afirmou.
▶️ Máquinas e equipamentos
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Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) pedirá a exclusão do setor de uma eventual tarifa adicional de 25%, argumentando que a relação comercial entre Brasil e EUA é baseada em cadeias produtivas integradas, e não em concorrência direta.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos e concentram cerca de um quarto das vendas externas do setor. Em 2025, no entanto, as tarifas impostas pelo governo americano levaram a uma queda de mais de 9% nessas exportações.
🛺 Além da tarifa global de 10% em vigor desde fevereiro de 2026, parte dos produtos também está sujeita às tarifas da Seção 232, aplicadas ao aço e ao alumínio. Antes de todo o tarifaço, a maior parte das máquinas brasileiras entrava no mercado americano com taxa zero.
A principal linha de defesa da Abimaq será mostrar que uma sobretaxação também prejudicaria a indústria americana.





