A investigação sobre suspeitas de irregularidades da Associação Filantrópica Nova Esperança (Afne), responsável pelas unidades de saúde da região central de São Paulo, incluindo os arredores da Cracolândia, une partidos da esquerda à direita. Políticos do PT e do PL fizeram ações para avançar as apurações sobre a entidade.
Uma sindicância apontou suspeitas de contratação de médicos aposentados e mortos, e diversos casos de nepotismo, incluindo uma médica, filha de uma servidora da Secretaria Municipal da Saúde, com salário de R$ 30 mil contratada pela associação – a mãe da profissional foi uma das funcionárias por dar o aval à contratação da entidade pela prefeitura.
Em março, a organização social chegou a ter o contrato rescindido na capital paulista, mas retomou o serviço por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O processo corre em sigilo.
As apurações internas da prefeitura começaram quando funcionários, que atuavam na região da Cracolândia, procuraram o vice-prefeito Ricardo Mello Araújo (PL), que levou o caso à Corregedoria-Geral do Município. O órgão segue com as apurações em aberto. Como resposta, a Afne abriu um inquérito policial por calúnia contra os denunciantes.





