A Justiça do Rio autorizou a quebra de sigilo do celular encontrado na cela do ex-vereador Jairinho. O aparelho foi encontrado na quarta-feira (1) no presídio Pedrolino Werling, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
O ex-vereador foi condenado em junho a 43 anos de prisão por homicídio qualificado e tortura do menino Henry Borel.
A juíza Elizabeth Machado Louro aceitou o pedido do promotor do caso, Fábio Vieira dos Santos. A justificativa é que o conteúdo poderia revelar se Jairo estaria tentando exercer influência sobre testemunhas.
O promotor também argumentou que a extração do conteúdo pode ajudar em processos sobre outros crimes pelos quais Jairo é acusado. "Defiro o pedido de quebra de sigilo dos dados constantes do aparelho apreendido no interior da cela do réu Jairo", disse a juíza em sua decisão. A magistrada ainda determinou que o aparelho seja retirado da 34ª DP (Bangu) por agentes da Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público.
"Agora precisa ser investigado até o fim: quem colocou esse aparelho lá, há quanto tempo estava sendo usado, quais mensagens foram trocadas, com quem ele falava e se houve tentativa de articulação, intimidação ou interferência em processos", disse o vereador Leniel Borel, pai de Henry Borel e assistente de acusação com o Ministério Público.





