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Lula aproveita maré, manda dedo, mas não antecipa vitória ante Flávio

No programa do Noblat desta sexta-feira (3), a análise destaca como o presidente Lula deita e rola nas oportunidades e mostra que, quando o assunto é palanque, ele joga em outra liga.

No último dia permitido por lei para inaugurações antes do início oficial da campanha de agosto, Lula montou uma verdadeira força-tarefa: centralizou os discursos e espalhou seus ministros pelo país para inaugurar palanques e falar diretamente com o povo.
Durante o evento, Lula protagonizou um momento polêmico ao rebater as críticas da elite de que “pobre não gosta de coisa boa&#8221. Com um discurso inflamado em defesa de direitos de primeira classe para a população mais humilde – desde saúde e educação até viagens -, o petista disparou um provocativo gesto de “aqui para eles&#8221. mostrando o dedo do meio em rede nacional.
Para o bastidor do programa, a cena é emblemática. Guga Noblat pontua que, ao contrário de seus adversários, Lula não precisa simular simpatia ou forçar dancinhas constrangedoras para tentar parecer carismático. Ele tem o domínio do improviso há mais de quarenta anos e, mesmo em um gesto agressivo e politicamente incorreto, consegue manter o magnetismo e a sintonia fina com a sua base.
É a constatação factual de um abismo de habilidade política: enquanto a oposição se isola em campanhas travadas e mal assessoradas, Lula usa a velha receita do palanque popular para ditar o ritmo do jogo eleitoral.
 

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