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Papa Leão XIV pede aos EUA leis que protejam a vida “da concepção à morte”

O papa Leão XIV fez nesta sexta-feira (3/7) seu primeiro grande discurso direcionado aos Estados Unidos, desde que assumiu o pontificado, e pediu que o país aprove leis que “reconheçam e protejam” a vida desde a concepção até a morte natural.
A mensagem também destacou a importância da imigração para a história americana e defendeu a unidade nacional durante as comemorações dos 250 anos da independência do país.
Leão fez a declaração durante transmissão ao vivo do Vaticano para o National Constitution Center, na Filadélfia, onde o pontífice recebeu a Medalha da Liberdade, honraria concedida a personalidades que contribuem para a promoção da liberdade em todo o mundo.
“A grandeza moral de uma nação manifesta-se, sobretudo, na sua capacidade de apoiar, proteger e valorizar a vida de todos, especialmente a dos mais vulneráveis e daqueles cujo valor é questionado&#8221. afirmou.
O pontífice acrescentou que espera que os Estados Unidos adotem leis e políticas voltadas à proteção da vida “desde a concepção até a morte natural&#8221. uma das principais bandeiras da Igreja Católica.
3 imagensFechar modal.1 de 3Simone Risoluti – Vatican Media via Vatican Pool/Getty Images2 de 3Reprodução/Vatican News3 de 3Papa Leão XIV Massimo Valicchia/NurPhoto via Getty Images
Defesa dos imigrantes
Natural de Chicago, Leão XIV também elogiou a tradição americana de acolher imigrantes e afirmou que essa característica ajudou a transformar os Estados Unidos em um símbolo de liberdade no cenário internacional.
Segundo o papa, o país deve permanecer fiel aos princípios que inspiraram sua fundação.
“Este aniversário histórico nos oferece a oportunidade de refletir mais uma vez sobre os princípios fundadores da nação, na esperança de que a América permaneça sempre fiel ao sonho que lhe rendeu o título de terra dos livres e lar dos corajosos&#8221. declarou.
O pontífice lembrou ainda que os ideais de “unidade, justiça e paz” defendidos pelos Pais Fundadores devem continuar orientando os Estados Unidos no futuro.
Embora não tenha citado o presidente Donald Trump nem qualquer outra autoridade americana, o discurso ocorre em um momento de intenso debate sobre imigração nos Estados Unidos.
No mês passado, Leão XIV já havia alertado que a história julgaria líderes que adotassem políticas severas contra migrantes. A declaração antecedeu sua viagem a Lampedusa, ilha italiana que se tornou um dos principais pontos de chegada de pessoas que cruzam o Mediterrâneo.

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