O advogado afirmou que vai conversar com o cliente após o término das buscas para decidir se há interesse em se apresentar à polícia.
PF apreende dinheiro em operação que mira brasileiros sancionados pelos EUA
Operação mira lavagem de dinheiro do tráfico internacional
A Operação Exchange cumpriu, até a última atualização desta reportagem, sete dos 11 mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, secretária de Shimada, também incluída na lista de sanções pelos Estados Unidos.
Segundo a Polícia Federal, Stella e Shimada usavam apelidos para dificultar a identificação das comunicações. Nas investigações, o empresário era chamado de "Japa", enquanto a secretária era conhecida como "Lara Croft".
De acordo com a acusação, Stella coordenava a coleta e a movimentação de valores em espécie, enquanto Shimada atuava como elo entre operadores financeiros e traficantes ligados ao PCC no Brasil.
Além dos mandados de prisão, a Justiça autorizou 13 mandados de busca e apreensão em endereços da capital paulista, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. Também foi determinado o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões.
A PF sustenta que o grupo utilizava um sistema estruturado para movimentar recursos por meio de:
transferências ilícitas de criptomoedas;
transporte de dinheiro em espécie;
operações bancárias de alto valor;
repasses entre pessoas físicas e jurídicas;
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca durante a assinatura de uma ordem executiva sobre computação quântica, na segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Washington
REUTERS/Jonathan Ernst
Áudio citava FBI
A preocupação de Shimada com investigações internacionais já havia aparecido em materiais apreendidos pela Polícia Federal.
Em áudios extraídos de seu celular, o empresário afirmou em agosto de 2024 acreditar que uma investigação envolvendo uma fraude de mais de R$ 35 milhões contra o Banco Votorantim poderia chegar ao FBI, a polícia federal dos Estados Unidos.
"É, mano. Esse papo vai dar FBI, mano. Você entendeu? Não é brincadeira. Os caras estão investigando pesado", disse em uma das gravações, feita oito dias depois do desvio milionário do banco.
🔎 A investigação da Polícia Federal apura uma fraude de mais de R$ 35 milhões contra o Banco Votorantim, em agosto de 2024. Segundo a PF, parte do dinheiro foi convertida em criptomoedas e passou pela empresa Victory Trading, ligada ao empresário.
Em janeiro de 2025, o empresário cumpriu brevemente prisão domiciliar no Brasil neste processo, que não tem relação com a operação desta sexta.





