Prefeitura corre contra o tempo para anunciar nova empresa de ônibus em Rio Branco
A dois dias do fim do contrato emergencial com a Ricco Transportes e Turismo, a Prefeitura de Rio Branco informou, nesta quinta-feira (2), que negocia a prorrogação do vínculo com a empresa por mais 30 ou até 60 dias para garantir a transição até que a JTP Transportes, Serviços, Gerenciamento e Recursos Humanos LTDA assuma a operação do transporte coletivo na capital.
Segundo o o prefeito Alysson Bestene (PP), a intenção é formalizar um documento que estabeleça as responsabilidades de cada uma das partes durante a transição, incluindo os prazos para a chegada dos novos ônibus, a absorção dos trabalhadores pela nova empresa e a continuidade da operação até a conclusão do processo.
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"Vamos ter uma segunda reunião com a equipe de transição. Essa equipe é formada pela prefeitura, por meio da RBTrans, a JTP e pela Ricco. Através desse acordo de transição, todos esses critérios de prazo e de como vai ser conduzida essa operação serão definidos e apresentados de forma transparente para a população", afirmou.
A posição da prefeitura, porém, diverge do posicionamento da empresa. À Rede Amazônica Acre, a sócia-proprietária da Ricco Transportes, Bruna Dias, informou que a empresa não pretende renovar o contrato com o município.
Prefeitura de Rio Branco quer prorrogar contrato da Ricco por até 60 dias
Ascom/Prefeitura de Rio Branco
Segundo ela, a Ricco pretende apenas receber um suposto débito que alega ter da prefeitura e quitar as obrigações trabalhistas antes de encerrar as atividades.
Contudo, ainda conforme o prefeito, a expectativa é concluir as negociações entre esta quinta (2) e sexta-feira (3).
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"Provavelmente, dentro desse acordo de transição, há uma previsão de um aditivo por mais 30 ou 60 dias, diante do prazo que vai ser estabelecido para a rescisão dos trabalhadores, a absorção dessa mão de obra pela outra empresa e também a chegada dos novos ônibus", explicou.
O prefeito afirmou também que o objetivo é evitar prejuízos aos usuários do transporte coletivo durante a mudança de operadora.
"O que a gente quer é ter esse transporte de qualidade ofertado para a população, que não pode ter prejuízo na oferta de ônibus com qualidade para fazer bem o serviço público do transporte coletivo aqui na nossa capital", completou.
🚍 Crise no transporte coletivo
As negociações ocorrem em meio à crise provocada pela apreensão judicial de parte da frota da Ricco Transportes e Turismo.
Na madrugada da última terça-feira (30), a Justiça do Acre apreendeu parte dos ônibus da empresa em cumprimento a uma carta precatória expedida pela Justiça do Distrito Federal. Ao todo, a decisão determina a retomada de posse de 50 veículos devido a uma dívida de quase R$ 3 milhões da empresa.
Com menos ônibus em circulação, passageiros da capital passaram a enfrentar longas filas nas paradas, superlotação e aumento no tempo de espera.
Passageiros enfrentaram lotação no Terminal Urbano de Rio Branco após apreensão de ônibus da Ricco na última terça-feira (30)
Hugo Costa / Rede Amazônica
A situação também levou a Universidade Federal do Acre (Ufac) a suspender as aulas presenciais de graduação na quarta-feira (1º) e nesta quinta (2).
À Rede Amazônica Acre, a Ricco confirmou que há apenas 48 ônibus circulando na capital desde terça. No total, cada linha conta com apenas um veículo.
Esta não é a primeira vez que ônibus da Ricco são alvo de medidas judiciais. Em julho de 2024, a Justiça de São Paulo determinou a busca e apreensão de 16 veículos da empresa após o atraso no pagamento das parcelas do financiamento dos ônibus.
Táxi-lotação
Como uma das medidas emergenciais, a prefeitura autorizou, a partir dessa quarta-feira (1º), a operação do serviço de táxi-lotação. Feito por taxistas regularizados, o transporte atende os trajetos entre bairros e Centro e cobra tarifa de R$ 5 por passageiro enquanto durar a situação emergencial.
Táxis-lotação são utilizados por passageiros que dependendo do transporte público de Rio Branco Richard Lauriano/Rede Amazônica
No primeiro dia de funcionamento, o serviço dividiu opiniões. Enquanto alguns passageiros consideraram a alternativa importante para reduzir os atrasos, outros relataram demora para conseguir embarcar e afirmaram que a espera continuava longa.
VÍDEOS: g1





