Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

PF encontrou listas de políticos na cabeceira de Adilsinho e investiga ‘mesada’ da contravenção

As investigações que levaram à 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2) pela Polícia Federal (PF), começaram em 2021 e miraram o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho. Entre as apreensões desde então estão listas com nomes de políticos.
Adilsinho, que está na cadeia desde fevereiro, foi alvo de um mandado de prisão nesta quinta. O contraventor, apontado como “capo da Máfia do Cigarro” no RJ, já tinha escapado de ao menos 2 ofensivas da PF.
Uma delas foi a Operação Smoke Free, de novembro de 2022. Em um dos endereços de Adilsinho, a PF encontrou as listas de políticos — a TV Globo apurou que são pelo menos 25. As relações estavam dentro de uma mala de couro na cabeceira da cama do bicheiro.
Até a última atualização desta reportagem, a PF não tinha identificado ninguém, mas disse que esses agentes políticos são investigados por suspeita de receber mesadas de Adilsinho.
O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, na sede da PF
Reprodução/TV Globo
Segundo a PF, as planilhas indicam “a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”.
“As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro”, afirmou a Polícia Federal.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda expediu mandados de prisão contra o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que também já estava encarcerado, e contra o pastor Márcio Poncio.
O patriarca da família Poncio foi preso em casa, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. Márcio é empresário do ramo do tabaco. O g1 apurou que Poncio é investigado por possíveis ligações com a Máfia do Cigarro.
Bacellar foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá. Ele será transferido de Bangu 8 para um presídio federal.
Moraes também determinou o sequestro de bens e valores até R$ 22 milhões.
A ação se insere no contexto da decisão do STF no âmbito do julgamento da ADPF 635/RJ, a ADPF das Favelas, que, dentre outras providências, determinou que a Polícia Federal conduzisse investigações sobre a atuação dos principais grupos criminosos violentos em atividade no estado e suas conexões com agentes públicos.
O que diz Adilsinho
“A defesa do empresário Adilson Oliveira Coutinho Filho rechaça a alegação de pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos. A defesa confia no Poder Judiciário e no devido processo legal.”

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore