Criminosos fazem novas vítimas com falsos encontros pela internet na fronteira
O paranaense que afirma ter perdido cerca de R$ 100 mil após marcar um encontro pelo aplicativo de relacionamentos Grindr, rede social voltado para a comunidade LGBTQ+, em Cidade do Leste, no Paraguai, foi vítima de uma quadrilha especializada em sequestrar e extorquir brasileiros, segundo a Polícia Nacional paraguaia.
De acordo com a corporação, o grupo atua principalmente no bairro San Rafael e segue o mesmo padrão para atrair, sequestrar e obrigar as vítimas a fazer transferências bancárias e empréstimos.
✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp
O homem, que não será identificado por questões de segurança, contou ao g1 que atravessou a fronteira entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste para encontrar um homem com quem conversava pelo aplicativo de relacionamentos.
Investigações
A Polícia Civil do Paraná investiga o caso. No Paraguai, ninguém foi preso até o momento.
Segundo a Polícia Nacional paraguaia, o patrulhamento foi reforçado nos becos do bairro San Rafael e equipes também atuam nos principais acessos para orientar turistas sobre esse tipo de crime.
O que diz o Grindr
Procurado pelo g1, o Grindr se manifestou por meio de nota. Veja na íntegra abaixo:
"No Grindr, assumimos com muita seriedade a responsabilidade de conectar a comunidade queer e ficamos profundamente alarmados com relatos como os que você mencionou. Casos de violência, extorsão e exploração são de extrema gravidade, e repudiamos veementemente qualquer abuso de nossas ferramentas que coloque nossa comunidade em perigo.
Assim como em qualquer rede social ou aplicativo de relacionamentos, existem situações em que usuários mal-intencionados tentam burlar as regras, o que pode trazer riscos aos demais. Dedicamos nossos esforços diários para garantir um espaço seguro para todos e colaboramos de forma contínua com os órgãos de segurança pública. Isso inclui o uso do sistema Kodex, implementado por nós para tornar o compartilhamento jurídico de dados mais ágil e eficiente, apoiando o trabalho de investigação da polícia sempre que a nossa plataforma for envolvida.
Como suporte aos usuários, atualizamos com frequência as nossas orientações de proteção. Além disso, disparamos alertas de segurança via pop-up para a base de usuários da região afetada. Para o primeiro encontro presencial, recomendamos enfaticamente que utilizem a chamada de vídeo para confirmar a identidade do perfil, escolham locais públicos, enviem a localização em tempo real para alguém de confiança e fiquem atentos aos sinais de alerta. Qualquer atitude suspeita ou ilegal deve ser denunciada imediatamente no próprio aplicativo ou à polícia."
VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná
Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.





