Preso um mês após a morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto acompanhou por videoconferência, de uma sala do Presídio Militar Romão Gomes, na segunda-feira (29/3), o depoimento do delegado Lucas de Souza Lopes. Responsável pelo inquérito, o policial conduziu a investigação que passou a tratar o caso como feminicídio e fraude processual, descartando a hipótese inicial de suicídio.
Durante a audiência de instrução do caso (fase do processo em que juiz, acusação e defesa ouvem testemunhas e analisam provas antes de decidir os próximos passos da ação penal), o delegado mencionou as marcas encontradas no pescoço e na mandíbula de Gisele.
Foi nesse momento que o coronel, em silêncio, fez gestos mostrando as mãos, indicando que usa as unhas cortadas. A atitude foi para negar a suspeita de esganadura, narrada pelo delegado (assista acima). A defesa de Rosa Neto sustenta que as marcas poderiam ter sido feitas pela filha de Gisele, de 7 anos, versão já contestada por perícia, segundo a qual as lesões no rosto e pescoço da PM foram provocadas por agressão praticada por um adulto.





