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Policial preso por tráfico revela como droga chegava do Acre e era dividida entre facções da PB

Policial preso por tráfico revela saída de drogas do Acre para facções da Paraíba
A investigação que apura suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas e resultou na prisão do delegado Braz Morroni, de dois agentes da Polícia Civil e de outros sete investigados passou a reunir, entre mais de 40 mil áudios analisados, conversas atribuídas ao policial civil Everton Aires, conhecido como “Bomba”, que indicam que drogas comercializadas na Paraíba teriam saído do estado do Acre.
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De acordo com a investigação, Everton Rychelyson da Silva Aires, o "Bomba", apontado como principal operador do esquema, recebeu R$ 198.950 em depósitos em espécie, sem identificação dos depositantes, entre outubro de 2025 e janeiro de 2026. A movimentação chamou a atenção dos investigadores, que passaram a cruzar os dados financeiros com conversas armazenadas em dispositivos apreendidos.

O g1 não conseguiu novo contato com as defesas de 'Bomba' e 'Mão Branca'.
Os investigados permanecem presos no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.
Operação Perfídus
A operação investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões dos investigados.
Um dos agentes presos é Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como "Bomba" ou "Bombado". De acordo com a Polícia Civil, ele é apontado como operador central da organização e fazia a ponte entre policiais e traficantes.
O segundo agente é Eduardo Jorge Ferreira do Egito, conhecido como "Mão Branca". O investigador é apontado como participante direto de subtrações de drogas e teria monitorado carregamentos, utilizado rastreadores e escondido drogas em casa.
Outros presos da operação:
João Wicttor Alves de Lima;
Brendo Roberth Fernandes Sobral;
Paulo Ricardo Barbosa de Souza ("Galinha");
José Alexandrino de Lira Júnior ("Júnior Lira");
Vanessa Dantas Fernandes;
Dankennedy Vieira Brito da Silva ("Babau").
As defesas dos suspeitos não foram localizadas.
Quem é o delegado Braz Morroni
Delegado Braz Morroni
Reprodução / TV Cabo Branco
O delegado Braz Morroni atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa. Com mais de 20 anos de carreira, o delegado já passou por outras delegacias, como a de Repressão a Entorpecentes.
Segundo as investigações, a organização criminosa contaria com a participação de agentes públicos que utilizavam a estrutura do Estado para favorecer atividades criminosas. O nome da operação, Perfídia, significa "traição" ou "deslealdade" e faz referência à conduta atribuída aos investigados.
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