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Entenda por que corpo do pastor de MG morto em terremotos na Venezuela não foi repatriado em voo comercial

Família enfrenta dificuldades para trazer corpo ao Brasil
Romildo e Carlha
Reprodução/Redes Sociais
A família soube da morte de Romildo de forma inesperada. Depois de assistir a uma reportagem sobre o terremoto, os parentes tentaram entrar em contato com o casal na quinta-feira (25). Horas depois, Carlha conseguiu se comunicar e confirmou a morte do pastor.
Desde então, os parentes enfrentam dificuldades para trazer o corpo ao Brasil. A expectativa é que ele chegue a Uberlândia nos próximos dias para ser velado e sepultado.
“É muito desesperador porque queremos trazer meu tio, principalmente para fazer um velório digno para ele. Eles ficam jogando o contato um para o outro”, disse a sobrinha.
➡️ Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

O governo venezuelano atualizou na segunda (29) o número de mortos para 1.719, além de 5.034 feridos e cerca de 50 mil desaparecidos. O governo brasileiro, por sua vez, confirmou a morte de dois brasileiros, sem divulgar as identidades, e informou estar prestando assistência consular às famílias.

Romildo havia completado 69 anos no último dia 21
Reprodução/Redes Sociais
Pastor visitava família da esposa em Caracas
Quatro dias antes da tragédia, Romildo havia comemorado seu aniversário de 69 anos ao lado da esposa, durante a viagem a Caracas para visitar familiares dela.

Natural de Chapada de Minas (MG), Romildo construiu a vida em Uberlândia, onde morava há mais de dez anos. Pastor evangélico, embora não estivesse em atuação atualmente, era lembrado pela família como um homem de fé, afetuoso e apaixonado por viajar.

"Meu tio era uma pessoa muito boa, uma pessoa radiante, que adorava viajar e aproveitar a vida. É muito triste ver pessoas assim perderem a vida dessa forma, ainda mais com tal grau de descaso", lamentou Jhulya. Entenda terremoto na Venezuela
Arte/g1
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