Candidato a vereador em 2024, o coronel Marcelo Salles (PSD) mudou sua versão sobre sua atuação em campanha eleitoral após sua indicação à presidência da São Paulo Turismo (SPTuris) ser barrada pelo comitê de elegibilidade da estatal. Especialistas ouvidos pela coluna divergem sobre se ele poderia estar no cargo. O caso está sendo analisado pelo Tribunal de Contas do Município (TCM).
A SPTuris é uma sociedade de economia mista ligada à prefeitura de São Paulo e a Lei das Estatais tem mecanismo que exige uma quarentena de 36 meses para que políticos assumam cargos de comando nelas.
A regra chegou a ser discutido em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), que já reconheceu sua constitucionalidade. Por causa disso, há um entendimento coletivo no país que quem foi candidato só pode assumir cargo em estatal depois de 36 meses.
Indicado de supetão para a presidência da SPTuris logo depois de o prefeito Ricardo Nunes (MDB) receber documentos que comprovavam denúncia feita por esta coluna, Salles precisava ser aprovado por um comitê da SPTuris. Uma das etapas do processo envolve responder a um formulário de elegibilidade.





