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Caprichoso abre última noite do Festival de Parintins exaltando a resistência do boi-bumbá e dos povos da Amazônia

Caprichoso no Festival de Parintins 2026
Mauro Neto/Secom
O Boi Caprichoso encerra sua participação no 59º Festival de Parintins neste domingo (28) com o subtema "O Brinquedo da Resistência", terceiro ato do projeto artístico "Brinquedo que Canta seu Chão". O espetáculo destaca o boi-bumbá como símbolo da resistência cultural amazônica.
Ao longo das três noites, o boi azul construiu uma narrativa sobre a origem da brincadeira de boi, a ancestralidade dos povos da floresta e a preservação das tradições amazônicas. No encerramento, a proposta é reforçar a força da cultura popular e dos saberes transmitidos entre gerações.
A apresentação começa com a lenda amazônica "Nhaçã Hekã – Macacos Comedores de Gente". O quadro conta a história do guerreiro Maricá, que enfrenta criaturas gigantes que aterrorizam seu povo.
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Na narrativa, ele recebe a ajuda da Cobra e do Sapo, personagens ligados aos poderes da floresta. Juntos, derrotam os monstros e devolvem a paz à comunidade.
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Em seguida, o Caprichoso apresenta a figura típica regional "As Farinheiras da Amazônia". A homenagem destaca as mulheres que preservam a produção tradicional da farinha de mandioca.
O quadro também valoriza a casa de farinha como espaço de trabalho coletivo, convivência e transmissão de conhecimentos entre gerações.
Outro momento da noite é a exaltação cultural "O Auto do Boi Brasileiro". A apresentação resgata a origem da brincadeira do boi e relembra personagens tradicionais como Pai Francisco, Mãe Catirina, o boi e o pajé.
O espetáculo destaca ainda a contribuição das culturas indígena, africana e europeia para a formação do boi-bumbá, uma das principais manifestações populares do país.
O encerramento fica por conta do Ritual de Iniciação Xamânica Xikrin M-Bêngôkre Xikrin. Inspirado na tradição do povo Xikrin, o quadro retrata a formação espiritual de um xamã e sua conexão com a natureza e o mundo dos encantados.

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