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Perícia aponta que lesão em rosto de PM Gisele foi feita por adulto

O exame necroscópico da policial militar Gisele Alves Santana, morta no apartamento em que morava na zona leste de São Paulo em fevereiro deste ano, apontou que marcas encontradas em seu rosto e pescoço foram resultado de agressões praticadas por um adulto. O coronel Geraldo Rosa Neto, companheiro da mulher, é apontado como principal suspeito pelo crime e está preso preventivamente no presídio militar Romão Gomes.
No laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML), obtido pela reportagem, o médico legista Tadeu Corrêa descartou a possibilidade de que as lesões tivessem sido causadas pela filha de Gisele, uma menina de 7 anos, conforme sugerido pela defesa do coronel durante a investigação.
“Etiologicamente, a força empregada é de elevada energia e análoga a contexto de preensão em garra para contenção ou imobilização e exercida por sujeito com robustez suficiente a causar a necessária biodinâmica da lesão, características que são insuficientes para uma criança dessa faixa etária&#8221. afirmou o perito.
“Não há plausibilidade minimamente racional que uma criança em situação de colo afetuoso de sua mãe possa produzir esse grau de lesão à sua genitora. Como mencionado, as dimensões maiores da lesão em comparação a mão e dedos pequenos da criança e a alta energia empregada são verazmente incompatíveis&#8220. acrescentou.
8 imagensFechar modal.1 de 8Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anosInstagram/Reprodução2 de 8Gisele morreu no imóvel onde vivia com marido, no Brás, no centro de São PauloInstagram/Reprodução3 de 8Caso foi tratado inicialmente como suicídio e, depois, alterado para morte suspeitaInstagram/Reprodução4 de 8Gisele Alves Santana tinha 32 anosInstagram/Reprodução5 de 8Gisele Alves Santana tinha 32 anosInstagram/Reprodução6 de 8Soldado da Polícia Militar, Gisele Alves Santana foi encontrada mortaInstagram/Reprodução7 de 8Gisele Alves Santana foi encontrada morta em um apartamento no BrásInstagram/Reprodução8 de 8Gisele teria tentado se separar do tenente-coronel, mas estava em uma relação considerada abusiva por familiaresInstagram/Reprodução
O exame necroscópico ainda indica que as marcas foram feitas “segundos antes da morte” e que possuem o mesmo “padrão cronológico” de coagulação que a entrada do projétil, que perfurou o crânio de Gisele, “demonstrando que a contenção e o tiro fazem parte do mesmo ato executório&#8221.
Rosa Neto nega a acusação. Ele afirma que a mulher cometeu suicídio e diz acreditar que as marcas no pescoço tenham sido feitas pela filha de Gisele, de 7 anos. Segundo ele, quando a companheira colocava a menina no colo, ela entrelaçava as pernas no corpo da mãe e a segurava pelo pescoço.

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