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Banda une rock, deboche e orgulho LGBT+ no interior de SP: ‘Grito de revolta’

Banda Nomádica representa o rock queer em São Carlos (SP)
Arquivo pessoal
Ocupando espaços
Apesar dos avanços no cenário musical, a banda reforçou que a cena do rock ainda é predominantemente masculina e heteronormativa. Mas elas também observam mudanças no underground são-carlense, com mais presença de mulheres e diversidade.

"Propomos transmutar essa cena e dar visibilidade a novas vozes. Nos surpreendemos positivamente com algumas pessoas, assim como já teve repulsa e deboche de outras", disse Renê.
Para elas, o rock precisa voltar a ocupar seu papel histórico de contestação e revolução.

"O rock tem sido cooptado por ideais reacionários e hegemônicos mais intensamente nos últimos tempos, e é fundamental que haja resistência e afirmação da diferença para que estas cenas não se esvaziem de seus valores fundamentais de resistência e revolução", disse Luiza.

Para a banda, o maior retorno é ver jovens se identificando com as músicas e com a própria existência do grupo.

Com passagens em festivais da região, como o Vespeiro Festival e o Soma Rock, ambos em 2025, a banda prepara o primeiro EP da carreira, com sete músicas autorais, previsto para ser lançado ainda neste ano.
A banda também prepara o lançamento do videoclipe de "Peçonhenta", produzido em parceria com o curso de Imagem e Som da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

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