Fernando Sampaio é sócio da Outsider Turismo Ltda
Reprodução
Fernando Sampaio de Souza e Silva, dono da empresa Outsider Tours, foi preso novamente nesta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio.
Segundo a Polícia Federal, a prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Aracaju, no âmbito de uma investigação por estelionato.
Em nota, a defesa informou que não teve acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a decretação da prisão preventiva e por isso não vai se manifestar (veja a nota completa ao fim da reportagem).
Fernando é investigado por estelionato e responde a mais de 600 processos em todo o país. Ele chegou a ser preso em janeiro enquanto passava férias com a família em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, também por estelionato, mas estava solto desde abril. Dono da empresa de turismo Outsider Tours é preso em Santa Catarina
Atualmente, Fernando responde a um processo criminal na Justiça do Rio de Janeiro por estelionato, crime pelo qual foi indiciado ano passado 2 vezes.
Alvos de mais de 600 processos
Em 2025, a Polícia Civil indiciou 2 vezes Fernando Sampaio, por estelionato. Ele e suas empresas são alvos de mais de 600 processos e registros de ocorrência em todo o Brasil.
Outras investigações estão em andamento em delegacias especializadas do Rio, além de uma investigação na Polícia Civil de São Paulo após um prejuízo de R$ 1,2 milhão para uma empresa paulista. Uma agência de turismo da Bahia cobra R$ 5,9 milhões de Fernando na Justiça Cível.
Outsider Tours inapta; ‘braço’ permanece ativo
Em novembro do ano passado, o CNPJ da Outsider Turismo LTDA, que tem o nome fantasia Outsider Tours, já era tratado como de uma empresa inapta.
O motivo citado no documento, obtido pela reportagem do g1 e da TV Globo, é que existe um inadimplemento da empresa em processos na Justiça do Trabalho.
Diversos clientes que ganharam processos contra a Outsider Tours na Justiça disseram que não conseguem citar a empresa ou Fernando. O suposto endereço da empresa era na Rua do Passeio, no Centro do Rio.
Para suas operações, Fernando ainda utilizava outras empresas:
Outsider Tour SP LTDA, localizada no Brooklin, em São Paulo;
High Light Consolidadora Viagens e Turismo LTDA, na Rua do Passeio, no Centro do Rio;
Turisport Turismo LTDA, localizada na rua da Quitanda, no Centro do Rio.
Armando Neto, dono da empresa Turisport, e Fernando Sampaio, da Outsider
Reprodução/Facebook
Esta última empresa pertence a um ex-funcionário de Fernando na Outsider: Armando Raymundo Neto, que aparecia em diversas fotos em redes sociais com Fernando.
O PIX da Outsider Tours para pagamento de pacotes turísticos é o da empresa Turisport. Antes de ser preso, Fernando diz que a Turisport tinha se tornado um "braço" da Outsider:
“Hoje a gente recebe pela Turisport. É uma empresa que é o braço de esporte da Outsider. Inclusive, o nome fantasia é Outsider já há bastante tempo. A gente recebe hoje no pix outsiders tours.com o CNPJ da Turisport”, afirmou ele em outubro do ano passado.
Na Receita Federal, a Turisport, que utiliza o nome fantasia Outsider, permanece ativa.
Comprovante de pagamento feito para a empresa Turisport
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Nota de defesa do empresário
"A defesa técnica de Fernando Sampaio de Souza e Silva, representada pelos advogados Felipe Raúl Haas e Fernando Martins Xavier de Almeida, informa que recebeu com profunda preocupação e surpresa o cumprimento do mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara Criminal de Aracaju.
Até o presente momento, a defesa ainda não teve acesso à íntegra da decisão judicial que fundamentou a decretação da prisão preventiva, circunstância que impede qualquer manifestação técnica responsável acerca dos fundamentos adotados pelo Juízo.
Tão logo seja disponibilizado o inteiro teor da decisão, a defesa realizará sua análise jurídica e adotará, de forma imediata, todas as medidas processuais cabíveis perante as instâncias competentes, visando à tutela dos direitos e garantias constitucionais de Fernando Sampaio.
A defesa reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, reiterando que toda medida restritiva de liberdade deve observar rigorosamente os pressupostos legais e constitucionais que regem o processo penal brasileiro.
Por respeito ao sigilo processual, à atuação jurisdicional e à necessária responsabilidade institucional, outras manifestações serão realizadas apenas após o conhecimento integral da decisão.
A defesa permanece confiante de que o reexame da medida pelas instâncias competentes permitirá o adequado controle jurisdicional da decisão, razão pela qual todas as providências jurídicas cabíveis serão adotadas de forma imediata.
Felipe Raúl Haas
Advogado criminalista
Fernando Martins Xavier de Almeida
Advogado criminalista"





