Seis anos depois, com o incentivo de Nelson Brito, então coordenador do Laborarte, criou o grupo que ficou conhecido como Cacuriá de Dona Teté.
"Dona Teté sempre foi muito irreverente e, em 1980, foi convidada a integrar o elenco de uma peça de teatro do Laborarte para tocar caixa e cantar. Em 1986, com o estímulo do já falecido Nelson Brito, que por muitos anos foi diretor do Laborarte, foi criado o Cacuriá de Dona Teté, que foi o segundo Cacuriá. Seu Lauro encerrou o grupo dele e Dona Teté, por ser aquela artista versátil e irreverente que sempre foi, ganhou todo aquele destaque. Por isso, muita gente atribui a criação do Cacuriá a ela", ressaltou Inara.
Elementos da dança
Cacuriá: conheça dança maranhense que viralizou nas redes sociais por sua coreografia sensual
Douglas Júnior/O Estado
Os integrantes do Cacuriá dançam em pares, com movimentos marcados pela sensualidade, organizados em roda, conhecida como cordão. Os casais executam passos coreografados, com muito rebolado, improvisação e interação com o público.
Cada movimento expressa aspectos da cultura, das crenças e dos costumes do povo maranhense. O contato corporal entre os dançarinos, os sorrisos e as trocas de olhares com o público tornam a apresentação uma manifestação vibrante e envolvente.
🔎O Cacuriá é considerado uma mistura de marcha, valsa e samba. O ritmo é conduzido pelas Caixas do Divino, enquanto as caixeiras entoam toadas que abordam temas como a natureza, a religiosidade, brincadeiras tradicionais e os anseios da população. Uma pessoa inicia os versos, que são respondidos em coro pelos demais brincantes, formando uma dinâmica de pergunta e resposta.
As toadas são acompanhadas pelas Caixas do Divino, instrumentos de percussão em formato de pequenos tambores, geralmente confeccionados com couro de boi. Também fazem parte da formação instrumental o banjo, o violão, o clarinete e a flauta.
Quanto às indumentárias, as mulheres usam, em geral, blusas curtas e saias longas, rodadas e bastante coloridas. Outro elemento marcante do figurino feminino é a flor colocada nos cabelos como adorno.
Já os homens costumam vestir coletes sem camisa por baixo, combinados com calças curtas, ou blusas e calças bordadas. Um detalhe importante é que o figurino masculino acompanha as estampas e as cores das roupas femininas, reforçando a identidade visual do grupo.
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