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Relatório que aponta falhas na cobrança da taxa de lixo em Uberaba é entregue à Polícia Civil e ao Ministério Público

Aterro sanitário lixo Uberaba – foto de arquivo junho/2020
Prefeitura de Uberaba/Divulgação
Relatório que aponta possíveis irregularidades na cobrança da taxa de coleta de resíduos sólidos em Uberaba foi encaminhado esta semana para análise da Polícia Civil e do Ministério Público.

O documento é resultado da apuração realizada pela Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada na Câmara Municipal para investigar problemas na arrecadação da taxa e também na manutenção do aterro sanitário municipal.
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Os trabalhos da CEI foram concluídos este mês, sem indicar a responsabilização de detentores de cargos públicos.

No relatório, a comissão posicionou que não haveria como comprovar omissão diretamente atribuída aos gestores municipais, mas argumentou que foram constatadas falhas graves que resultaram em prejuízos financeiros para os consumidores e danos ambientais. Por isso, a decisão foi o envio do conteúdo à Polícia Civil e à promotoria estadual para análise.
Nesta sexta-feira (26), foi feita a entrega oficial do relatório aos titulares da promotoria de Defesa do Consumidor e do Meio Ambiente, bem como ao responsável pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Ontem, o material foi apresentado também à Polícia Civil de Minas Gerais.
De acordo com o chefe do 5º Departamento de Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, delegado César Felipe Colombari, a documentação será avaliada para verificar há indícios materiais de crimes para decidir quanto à abertura de um inquérito. "Essa análise vai ser feita durante os próximos 30 dias", acrescentou.
Entre as falhas citadas no relatório, a comissão manifestou que identificou fragilidade fiscalização do contrato de gerenciamento regional do lixo pela agência reguladora e nos mecanismos utilizados pela Codau para arrecadação da taxa de resíduos sólidos.

Conforme o documento, a escolha por atrelar o recolhimento do lixo à medição de água resultou em uma evasão tarifária que teria onerado os consumidores. A comissão alegou que foram excluídos da cobrança 48 mil imóveis servidos pela coleta pública e a situação reduziu a base de rateio do serviço, o que aumentou o custo para os pagantes.

Em relação ao aterro municipal, foram:
apontadas falhas nos sistemas de impermeabilização da área,
descarte inadequado de resíduos
e registros de contaminação ambiental.

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