O dono da moto aquática usada em passeio que terminou com uma mulher à deriva por 42 horas em alto-mar e um homem morto, no litoral norte de São Paulo, foi indiciado pela Polícia Civil. Joaquim Rodrigues da Silva Neto, conhecido como Neto Mineiro, responde pelos crimes de homicídio culposo majorado, falsidade ideológica e exercício ilegal de atividade.
5 imagensFechar modal.1 de 5A jovem Bruna Damaris Sant'Anna, encontrada à deriva em alto-mar 2 de 5Moto aquática foi localizada a mais de 20 km do local de origemDivulgação/GBMar3 de 5Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, morreuReprodução4 de 5GBMar realizou buscas por dupla desaparecida em IlhabelaReprodução/GBMar5 de 5Dupla desapareceu após passeio de moto aquática em IlhabelaReprodução/GBMar
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o laudo necroscópico elaborado pelo Instituto Médico Legal (IML) já foi concluído. A pasta também informou que a Delegacia de Polícia de Ilhabela colheu novos depoimentos e segue investigando o caso, visando o completo esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.
Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa de Neto Mineiro, representada pelo advogado Yuri Tomanik, afirmou que o cliente não foi intimado a comparecer à delegacia e que o indiciamento foi feito de forma indireta.
“Ressalto que toda a capitulação trazida pelo delegado é provisória e não implica em culpa. Não é raro que, posteriormente, isso seja alterado pelo promotor de justiça, ou até venha o arquivamento”, afirmou o advogado. Leia a nota completa na íntegra mais abaixo.
O acidente
Na manhã do dia 1º de junho, o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) encontrou o corpo do jovem Dheorge Pereira Bernardino, de 28 anos, após nove dias de buscas. Ele estava desaparecido desde a tarde de 24 de maio, quando deixou a confraternização em que estava em uma lancha e partiu para o passeio de jet ski em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo.
Já Bruna Damaris Sant’anna da Silva, de 26 anos, foi encontrada com vida, no dia 26 de maio, depois de mais de 40 horas à deriva em alto mar. Ela foi localizada por um pescador nas proximidades da Ilha de Búzios, a aproximadamente 16 km da costa.
Não podemos esquecer que ninguém, em momento algum, forçou o Dheorge a entrar no jet ski. Ele escolheu pilotar, mesmo sabendo que não tinha habilitação para tanto, assim, a própria vítima se colocou em uma situação de risco nesse caso”.





