Neto Mineiro | Dheorge e Bruna | Moto aquática.
Reprodução/TV Vanguarda
Um mês após o resgate de Bruna Damaris Sant'Anna da Silva, encontrada com vida depois de passar cerca de 42 horas à deriva no mar em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo, a Polícia Civil indiciou o responsável pela moto aquática usada no passeio.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o homem foi indiciado pelos crimes de homicídio culposo majorado, falsidade ideológica e exercício ilegal de atividade.
Em nota ao g1, a defesa do homem, identificado como Neto Mineiro, afirmou que não houve comunicação oficial sobre o indiciamento e que o investigado não foi intimado para um indiciamento formal – leia mais abaixo.
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Bruna Damaris tem alta e dá depoimento à Polícia Civil
O caso aconteceu em 24 de maio. Bruna e um homem, identificado como Dheorge Pereira Bernardino, saíram para um passeio de moto aquática e desapareceram no mar. No dia seguinte, a embarcação foi encontrada à deriva, sem os ocupantes.
Bruna sobreviveu e Dheorge foi encontrado morto no dia 1º de junho no Litoral Norte. A causa da morte foi por afogamento.
As buscas mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros, Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), Marinha, Força Aérea Brasileira (FAB) e Polícia Militar.
Bruna Damaris Sant’anna da Silva foi encontrada viva após 42h à deriva.
Arte/g1
Na manhã de 26 de maio, Bruna foi encontrada por pescadores em alto-mar, consciente, usando colete salva-vidas e com sinais de hipotermia e desidratação. Ela recebeu atendimento médico e teve alta dois dias depois.
Já Dheorge morreu. O corpo dele foi localizado durante as buscas e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Após receber alta, Bruna afirmou que a moto aquática começou a afundar durante o passeio e que a correnteza arrastou os dois para mar aberto.
Mulher resgatada após passar 42h à deriva em alto-mar recebe alta do hospital em Ilhabela
Segundo a SSP, o laudo necroscópico elaborado pelo IML foi concluído e anexado ao inquérito. A secretaria informou ainda que novos depoimentos foram colhidos e que a Delegacia de Ilhabela segue realizando diligências para esclarecer completamente os fatos e responsabilizar os envolvidos.
A Marinha também instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as circunstâncias do acidente. Até a publicação desta reportagem, o procedimento seguia em andamento.
Defesa do responsável pela moto aquática
Procurada pelo g1, a defesa do responsável pela moto aquática afirmou que não foi comunicada oficialmente sobre o indiciamento e disse ter sido surpreendida com a informação.
Segundo o advogado, o indiciamento pode ter sido realizado de forma indireta, hipótese prevista em lei, mas ressaltou que isso não significa, necessariamente, que o Ministério Público oferecerá denúncia pelos crimes apontados pela Polícia Civil.





