Túmulo da cigana Adélia Kostik recebe oferendas e agradecimentos por graças alcançadas em Vitória/Espírito Santo
Divulgação/Michele Turismo
Uma maneira pouco convencional de conhecer Vitória tem despertado a curiosidade de turistas e moradores no Espírito Santo: o necrotour. A modalidade de turismo convida os visitantes a percorrer cemitérios em busca de cultura e memória de personagens que ajudaram a construir a capital.
Entre lápides, mausoléus e túmulos que ficam no Cemitério de Santo Antônio, um dos mais tradicionais da cidade, o passeio revela históricas, curiosidades e detalhes da vida de personalidades enterradas no local e que deixaram marcas na sociedade.
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A primeira edição da visita guiada aconteceu no último sábado (20) e reuniu mais de 50 pessoas, inclusive crianças, com todas as vagas esgotadas. Segundo os organizadores do evento, a iniciativa surgiu inspirada em outras capitais que já realizam esse tipo de passeio.
A excursão é conduzida por um historiador e um guia de turismo credenciado, que apresentam o contexto histórico do cemitério, curiosidades sobre os túmulos, personagens importantes da cidade e a importância da preservação da memória.
O Cemitério de Santo Antônio foi construído no século XIX, com a proibição de enterros em igrejas, mas ganhou mais importância no século XX. Em 1911, foi inaugurado o serviço de bondes elétricos, com duas linhas, uma de Santo Antônio ao Suá, outra que unia a Cidade Alta à Cidade Baixa.
No dia 1º de maio de 1912, foi aberto o Cemitério de Santo Antônio, quando foi feito um enterro com bonde, além de um carro levando o caixão e, outro, os acompanhantes.
Túmulo do menino Fernandinho é um dos mais visitados no cemitério de Santo Antônio, no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
Personalidades no local
Entre as pessoas enterradas no local, estão o deputado Darcy Castello de Mendonça, cujo nome foi usado para homenagear uma grande obra de engenharia no Espírito Santo: a Terceira Ponte, que liga Vitória a Vila Velha.
Além dele, também estão no local o monumento a Henrique Moscoso, que contribuiu com o desenvolvimento do estado e deu nome ao Parque Moscoso, no Centro da capital.
Outra tradição é relacionada a cigana Adelia Kostik, que morreu em 1955. Até hoje, o túmulo dela recebe visitantes que levam presentes para agradecer por pedidos alcançados. "É, com certeza, o ponto mais visitado do cemitério", destacou a guia de turismo Rute Menezes.
Túmulo de Adelia Kostik recebe oferendas de pessoas que desejam agradecer por graças alcançadas no Espírito Santo
Reprodução/TV Gazeta
Próximas edições
As próximas edições do Necrotour estão previstas para os dias 11 e 12 de julho, às 14h, com encontro na portaria do Cemitério Santo Antônio. O investimento começa em R$ 25 por pessoa e inclui o tour histórico guiado e a condução de profissionais especializados.
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As informações sobre o tour estão disponíveis nas redes sociais e no site da empresa. Acesse aqui.
Grupo de mais de 50 pessoas visitou o cemitério de Santo Antônio, emn Vitória
Divulgação/Michele Turismo
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