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Aliados defendem saída, mas relação histórica pesa na decisão de Lula sobre Jaques Wagner

Reunião de Lula e Jaques Wagner deve 'selar' futuro de senador
A expectativa é que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), aconteça na tarde desta quarta-feira (24) no Palácio da Alvorada, residência oficial da presidência.

A reunião é aguardada para "selar" o futuro do senador e é vista como um encontro com três possibilidades. A primeira delas é que Jaques Wagner (PT-BA) deixe imediatamente a liderança do governo no Senado, possibilidade defendida por auxiliares do presidente Lula, inclusive ministros, que veem a alternativa como uma forma de preservar um pouco mais a imagem do governo.

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Para aliados do senador baiano, no entanto, a saída imediata seria um carimbo de culpa, e defendem que ele permaneça na liderança por tempo indeterminado.

Um caminho do meio entre saída imediata e permanência indefinida seria seguir no cargo até julho, quando começa o recesso parlamentar. Assim, Jaques, que é candidato à reeleição para o Senado, poderia sair dizendo que precisa se dedicar integralmente à sua campanha política.

Jaques também tem dito ser injustiçado pela Polícia Federal (PF) e argumenta que a PF cometeu erros no relatório da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da qual ele foi alvo na semana passada, e que não houve nenhum ato de ofício, nenhuma atitude dele, enquanto senador, para beneficiar o Banco Master.
O palanque baiano também pesa na decisão do presidente Lula, uma vez que a Bahia é o quarto maior eleitorado do país e é um estado onde o PT tem um desempenho importante.

Na próxima semana, Lula viaja ao estado para as festas de 2 de julho, data em que os baianos comemoram a independência não só da Bahia, mas do Brasil, e que sempre conta com a presença do presidente. A ideia é que ele esteja ao lado de Jaques Wagner, de Rui Costa e de Jerônimo Rodrigues, mas isso dependerá da conversa que deve acontecer ainda nesta quarta.

Nesse contexto, há a preocupação do PT com a possibilidade de novas revelações não só sobre o Jaques Wagner em relação ao Banco Master, mas de outras figuras do partido no estado.

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