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Família com mais de 80 pessoas mantém tradição que atravessa gerações na torcida pelo Brasil na Copa do Mundo: ‘união’

Família de mais de 80 pessoas se reúne para assistir jogos da Copa em Roraima
Se a Copa do Mundo é sinônimo de união e memória afetiva, uma família de Boa Vista, em Roraima, leva isso bem a sério. Com mais de 80 membros, a família Chaves transformou as partidas da Seleção Brasileira em uma tradição que atravessa gerações. Filhos, netos e bisnetos se reúnem para torcer pelo Brasil na Copa do Mundo de 2026 e celebrar momentos, mantendo um costume iniciado há mais de quatro décadas.

A reunião ocorre na “Casa da Família”, no Centro de Boa Vista, onde os parentes se encontram tradicionalmente para assistir aos jogos da Seleção Brasileira. Nesta quarta-feira (24), quando o Brasil enfrenta a Escócia, não será diferente.
👴🧑‍🤝‍🧑👶 Quando a família se reúne, forma uma verdadeira multidão: são 17 filhos, 38 netos e 32 bisnetos. O integrante mais velho tem 80 anos e viu todas as cinco vitórias do Brasil, enquanto o mais novo tem apenas 3 e, se depender da família, vai ver o hexacampeonato.
"A gente acredita que se reunir vai dar sorte", afirma a servidora pública Ana Criscia Chaves, de 44 anos.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Família Chaves, em Boa Vista (RR), se reúne para assistir aos jogos do Brasil na Copa de 2026.
Arquivo pessoal/Ana Criscia Chaves
A tradição começou com o patriarca da família, o cearense Luiz Canuto Chaves, e a esposa Maria Necy dos Santos Chaves. Ele chegou a Roraima em 1953 e se tornou um dos pioneiros do transporte público no estado. O nome dele batiza o mini terminal em Boa Vista, no Centro da cidade, e uma avenida no bairro Caçari, na zona Leste da capital.
Neta de Luiz e Maria, Ana Criscia cresceu participando desses encontros e lembra que a tradição já fazia parte da rotina da família quando era criança.

"Meus tios contam que ele fazia festas, principalmente arraiais, e que muitas pessoas iam para as festas. Então, isso vem desde a época do meu avô e continua, a gente continua essa tradição na família", explica. Segundo ela, o avô preparava a casa para receber os parentes em grandes celebrações, incluindo os jogos do Brasil na Copa do Mundo. "Desde quando eu era pequenininha, já vi meu avô pintando a frente da casa, a rua e a parede. Ele decorava toda a parte externa da casa", ressalta a servidora.

Luiz morreu em 1988, aos 64 anos, e a esposa Maria em 1995, aos 65. Mesmo após a morte do casal, o costume de reunir a família em datas especiais, como os jogos do Brasil, permanece vivo entre os descendentes.

Agora, a expectativa é que a Seleção Brasileira encerre o jejum de mais de duas décadas sem conquistar a taça mais cobiçada do futebol mundial e levante o hexacampeonato no dia 19 de julho em Nova Jérsei, nos Estados Unidos.

Para o jogo desta quarta-feira, o palpite da família é de vitória da Seleção Brasileira e de mais um passo rumo ao sonho do hexacampeonato. Quadros desenhados pela família Chaves em Boa Vista (RR).
Arquivo pessoal/Ana Criscia Chaves
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