Uma paralisação mobilizou cerca de 1.200 trabalhadores da fábrica da Midea em Pouso Alegre (MG) nesta terça-feira (23), após denúncia de agressão física contra um funcionário do setor de qualidade. Segundo o sindicato da categoria, o trabalhador teria sido atingido com socos nas costelas e por uma borracha de vedação, chamada de “gaxeta”, por um gerente estrangeiro.
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A manifestação aconteceu na porta da unidade e foi marcada por indignação dos empregados. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pouso Alegre, o episódio foi o estopim para a paralisação, que também denuncia casos de assédio moral e condições consideradas precárias.
Trabalhadores denunciam agressão física e param fábrica de multinacional chinesa em MG
Reprodução EPTV
A tesoureira do sindicato, Cristiane Aparecida dos Santos, classificou o episódio como grave e afirmou que a situação ultrapassa o assédio moral.
“O que ocorreu aqui para a gente, ele supera a questão do assédio moral. Para nós do sindicato, o que aconteceu é uma lesão corporal, porque um trabalhador que saiu de casa de manhã para vir aqui para a empresa trabalhar, ganhar o seu pão de cada dia, foi covardemente chicoteado nas costas. Infelizmente, num período que é muito vergonhoso para a história do nosso Brasil, a gente sabe que os trabalhadores escravizados eram chicoteados para que eles produzissem, para que eles trabalhassem", disse.





