A família desembarca nos Estados Unidos no dia que Helena completa seis meses de vida
Arquivo pessoal
Estar em um estádio lotado, cercado por milhares de pessoas cantando e celebrando a paixão pelo futebol, não era novidade para o palmeirense Matheus Fernandes, de 38 anos, morador de Uberlândia. Mas foi em 2014, quando viveu a atmosfera da Copa do Mundo realizada no Brasil ao lado do irmão, que decidiu criar uma tradição para a vida toda.
"Eu sempre fui fanático por futebol, mas a partir do momento que eu vivi a primeira Copa, o maior evento 'futebolístico' que existe, me marcou muito. Em 2014, quando acabou, falei: ‘já vou começar a juntar dinheiro pra ir pra Rússia’. Fiz contas, vi quanto precisava investir por mês e me preparei", contou ao g1.
Ao longo dos últimos 12 anos, foram três viagens para Copas e a quarta acabou de acontecer! E a tradição não apenas se manteve, como se tornou parte de memórias marcantes na de vida de Matheus, tornando-se algo maior do que um “simples” campeonato mundial de futebol.
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A primeira Copa, em 2014, ao lado do irmão, quando Matheus decidiu criar a tradição
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O engenheiro enfrentou aventuras e desafios durante a Copa da Rússia, pediu a então namorada em casamento durante a viagem ao Catar e, agora, em 2026, embarcou na última sexta-feira (19) rumo aos Estados Unidos casado e pai de Helena.
“A primeira, no nosso país, foi o ineditismo. Na Rússia, foi muito perrengue por causa das cidades distantes. Depois, no Catar, foi tudo maravilhoso, a receptividade e a preparação do país marcaram muito. E a expectativa para esta Copa é que o nosso país ganhe, né?”, comparou as experiências vividas nas três edições anteriores.
Cada Copa, uma nova história
Depois de viver uma Copa “em casa”, a edição da Rússia, em 2018, colocou à prova a tradição de Matheus. Ao longo dos quatro anos que separaram os torneios, o engenheiro se preparou financeira e logisticamente para acompanhar os jogos no maior país em extensão territorial do mundo.
“Eu entrei no site da Fifa, estudei as cidades e a logística, fiz até um curso de russo por uns três meses para aprender a falar ‘bom dia’, ‘obrigado’ e perguntar onde é o metrô. Aprendi o básico para me ajudar na viagem”, relembra.
O engenheiro até estudou russo para ir à edição de 2018, na Rússia
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O hexa, mais uma vez, não aconteceu, mas isso não diminuiu a empolgação para a edição seguinte. Foi nesse intervalo entre uma Copa e outra que Matheus encontrou o amor.
Gabrielle embarcou para a Europa com o engenheiro em 2022 e, antes mesmo de chegarem ao Catar para acompanhar à Copa, o pedido de casamento aconteceu em Amsterdã.
“A gente fez uma escala na Europa por alguns dias e foi nessa oportunidade que pedi a Gabi em casamento. E aí fomos para a Copa já noivos. Foi muito legal porque era a primeira dela. Teve jogo do Brasil, muita festa, então ficou muito marcado pra gente.”
Naquele ano, apesar da experiência memorável, a Seleção Brasileira não passou das quartas de final e foi eliminada pela Croácia nos pênaltis. Mas a relação dos recém-noivos avançou por todas as fases e chegou ao seu ápice em 2024, quando Gabrielle e Matheus se casaram.





