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Justiça absolve policiais militares acusados de matar empresário em Mairinque

Quatro PMs envolvidos no assassinato do empresário Reinaldo Magalhães em Mairinque viram réus em processo
Reprodução/Arquivo pessoal
Os quatro policiais militares acusados de matar o empresário Rinaldo Magalhães a tiros foram absolvidos pela Justiça. A decisão do júri popular foi publicada nesta sexta-feira (19), no fórum de Mairinque (SP). O crime aconteceu em fevereiro de 2021.
Os PMs Alessandro Aparecido dos Santos, Bruno Dias Miranda, Ricardo Augusto da Silva e Vanderson Estevan Barbosa respondiam por homicídio qualificado. No entanto, os jurados decidiram que não havia provas ou motivos suficientes para condená-los.
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O julgamento do caso foi adiado cinco vezes ao longo dos anos. O último adiamento aconteceu no dia 5 de fevereiro, depois que um dos jurados disse que não se sentia apto para julgar o crime. Naquela ocasião, o conselho de sentença já tinha sido formado e os debates duraram até o início da noite.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), cinco testemunhas foram ouvidas durante a sessão de quinta-feira (18). No início do julgamento, outras oito pessoas que prestariam depoimento tinham sido dispensadas.
Relembre o caso
O empresário Rinaldo Magalhães tinha 55 anos e era dono de uma marina. Na época do crime, policiais do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (Baep) registraram um boletim de ocorrência com a seguinte versão para o caso:
A equipe foi até uma estrada de terra perto da represa de Itupararanga para checar uma denúncia de tráfico de drogas;
A informação dizia que um carro branco estaria transportando armas e entorpecentes;
Rinaldo dirigia um veículo blindado da mesma cor;
Segundo os PMs, o empresário desceu do carro e atirou contra três policiais, que reagiram.
Júri popular de PMs acusados de matar empresário foi adiado por falta de testemunhas em Mairinque (SP)
Victor Cardoso/TV TEM
O empresário foi atingido por dois tiros de fuzil. Ele chegou a ser socorrido e levado ao pronto-socorro de Mairinque, mas morreu horas depois.
Para o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), os policiais cometeram homicídio qualificado por usarem recursos que impossibilitaram a defesa da vítima. A Promotoria afirma que o caso aconteceu na verdade dentro da propriedade da família, às margens da represa.
Em outro processo, na Justiça Militar, cinco PMs já foram condenados em segunda instância por invadirem a casa e torturarem a esposa do empresário. A defesa deles ainda pode recorrer da decisão.
O que diz a família da vítima
Parentes e amigos de Rinaldo contestam a versão dos policiais e relatam que o empresário foi alvo de uma emboscada dentro de sua própria chácara. Segundo eles:
Um homem chamou por Rinaldo no portão da propriedade;
Como a entrada era longe da casa, o empresário foi até lá de carro;
Ao abrir o portão, cinco homens invadiram o local;
Rinaldo tentou voltar para o veículo blindado para se proteger, mas foi baleado pelo grupo.
Logo após os disparos, os agressores foram em direção à residência. Em um áudio enviado a um grupo de vizinhos na data do crime, a filha de Rinaldo pediu socorro e disse que homens armados tinham rendido a família.

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