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Com hospitais de Campinas superlotados, Estado diz que 100 novos leitos estão em ‘tratativas finais’

Campinas segue com hospitais públicos lotados e sem leitos prometidos pelo SUS
O pronto-socorro adulto do Hospital da PUC-Campinas operou com 370% de superlotação na manhã desta quinta-feira (18), um dia após registrar cenário de atendimento acima da capacidade pela quinta vez no ano.

Para tentar desafogar o sistema público da metrópole, o Governo de São Paulo afirma que a contratação de 100 novos leitos na Casa de Saúde São Leopoldo Mandic está nas "tratativas finais". Leia mais abaixo.
Hospitais no limite
O panorama nos maiores hospitais públicos da região reflete a sobrecarga do sistema de alta complexidade na manhã desta quinta:
PUC-Campinas: abrigava 42 pacientes em macas nos corredores e 14 precisando de UTI. Em nota, a unidade afirmou que "não dispõe de condições seguras para receber novos encaminhamentos" e pediu à prefeitura que ambulâncias não enviem mais casos;
HC da Unicamp: tinha 19 pessoas nos leitos e 38 acomodadas em outros lugares;
Rede Mário Gatti: hospitais municipais e UPAs registram lotação entre 95% e 100% nos setores de alta complexidade. A prefeitura garante que nenhum paciente fica sem assistência, pois as unidades operam com "porta aberta".
A Prefeitura de Campinas informou que a alta demanda é agravada pela proximidade do inverno, que aumenta os casos de doenças respiratórias e cardiovasculares, e pelo fato de a cidade receber até 25% de pacientes de outros municípios.

A administração municipal disse que tem se reunido com os hospitais para minimizar o problema e pediu ao Estado a redução no envio de pacientes de fora.
Convênio
Como medida de alívio, o governo estadual havia prometido a contratação de vagas do Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades particulares. O convênio com a Casa de Saúde São Leopoldo Mandic foi publicado em 8 de junho, mas as vagas ainda não estão disponíveis.

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O Departamento Regional de Saúde (DRS) informou que conduz as "tratativas finais" para a formalização do serviço. Segundo a prefeitura, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) cobrou urgência do Estado no andamento do processo.
Diante das filas, a orientação é para que a população evite procurar diretamente os grandes hospitais. Os moradores devem buscar primeiro os Centros de Saúde (CS) para acolhimento ou as UPAs, que podem estabilizar o quadro médico e fazer a transferência formal para a alta complexidade.
Entenda o caso
Na quarta-feira (17), a PUC-Campinas atingiu 415% da capacidade no pronto-socorro adulto, com 44 pacientes em macas nos corredores.

Foi a quinta vez no ano que o setor enfrentou esse cenário, o que levou a unidade a pedir à Regulação Municipal a suspensão de novos encaminhamentos.

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